quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Zé! O Herói Brazuca

Antes de mais nada. O nome pode mudar. E o resto também…

Mas pra começar…

 

Ele era bem pequeno quando descobriu que não era como as outras crianças do bairro. Sempre apanhava no meio do jogo de futebol:

-Mas é ruim esse cara! Pensou o Zé.

- Foi tu né Zé?!

- Eu o quê?

- Que me chamou de ruim, e disse que se soubesse não ia passar a bola pra mim!

- Mas eu nem abri a boca!

- Não sei, mas eu ouvi a tua voz!

Pou! Soc! Tum! A porrada comia pro lado dele.

Ou então quando chegava em casa no dia do boletim:

-Ô guriii! Cadê teu boletim?? Perguntava a mãe dele.

-Bah mãe… Não foi hoje transferiram pra semana que vem. –Ainda bem que ela não sabe que…-Pensava ele.

-Mentira!! Tá na tua mochila no bolsinho do lado, todo amassado! Me dá logo antes que tu apanhe!

Tum! Pá! Pou! Com aquelas notas tinha tomar porrada mesmo!

Parecia que todo mundo podia ler os pensamentos do cara.

Mas depois que cresceu o Zé percebeu que conseguia controlar essa transmissão de pensamentos. E esse se tornou seu grande poder: Comunicação mental!

Uma coisa importante do Zé… É um otário! Talvez um dos maiores! Talvez, quem sabe, o maior da cidade. Não. Do Estado. NÃO! DO MUNDO!

O cara tem um poder que todos gostariam de ter, um poder pelo qual a humanidade tem corrido atrás por muito tempo e só o que ele faz é usar este poder pras ladainhas dele. Como todo bom Brazuca, o Zé quer mais é que o mundo se exploda, desde que ele esteja tranquilo. Olha só.

Semana passada tinha jogo do Internacional. Sim o Zé é Coloradasso!!!

O Inter estava fazendo aquele jogo de sempre, toca prum lado, toca pro outro, gira a bola, volta, vai, mas chutar que é bom nada. E o Zé sabia de quem era a culpa: do Alecsandro! Com certeza! O cara é o centroavante, mas nunca tá posicionado no lugar certo. Não faz gol, não ajuda na marcação… Nada! Como diria um amigo meu: Um Buraco Negro de jogadas!

O Zé não aguentava mais! Faria alguma coisa!

Falou com o Alec!

Sim. Era esse seu poder! Comunicação. E talvez um pouco de poder de persuazão. Não importa. Falou com o Alecsandro!

- Alecsandro! Olha para a linha dos zagueiros! Senão tu vai ficar impedido de novo!

-Quem tá falando!?? Perguntou o jogador, totalmente confuso com aquilo. Nada espantoso, porque normalmente a gente não escuta vozes de dentro da cabeça.

-Hummmm… O Zé deu uma pensada e lascou logo uma religiosa: QUEM TÁ FALANDO CONTIGO É JESUS! TE POSICIONA DIREITO ALECSANDRO!

E o Alecsandro mais espantado respondeu:

-Jesus Cristian??!! Ex-avante da dupla Gre-nal??!! Você veio me dar conselhos sobre como ser um centroavante decente?

-NÃO SEU ANIMAL! Respondeu o Zé, com uma voz de Deus (sei lá como seria essa voz, talvez como a do Sid Moreira… é… pode ser) JESUS CRISTO! EU ME SACRIFIQUEI PELA RAÇA HUMANA, E O QUE TU ESTÁS FAZENDO É UM DESRESPEITO! TE POSICIONA DIREITO E QUANDO BATER NA BOLA BATE QUE NEM HOMEM!!!

E o Alec quase se borrando…

-Tá bom senhor… quer dizer Jesus! Vou tentar melhorar! Obrigado… digo… amém… aleluia… E começou a correr de verdade.

-MAIS UMA COISA!

-Sim senhor?!

-DÁ UMA OLHADA MAIS ATENTA NO TEU IRMÃO, EU ACHO QUE ELE NÃO GOSTA DA FRUTA!

-Vou conversar com ele senhor!!! Obrigado!

Depois disso o Internacional conseguiu vencer o campeonato, com três gols do Alecsandro na final!

O Zé pensou, como em todas as vezes que fazia das suas, que era o maior gênio do mundo! Quanta falta de visão de mercado…

Mas ele levava uma vidinha comum… Trabalho, facul, amigos, futebolzinho, cervejinha… coisas de guri. De vez em quando dava sorte com uma gatinha… na maioria não.

Quando não dava sorte nenhuma apelava pro seu poder.

Mas isso é história pro próximo capítulo!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O Retorno!

   Já faz algum tempo venho construindo essa ideia de escrever um livro. Isso mesmo! Um livro. Sim, eu sei… Um livro é uma coisa complicada. Tem a editora, tem o empresário, tem a grana… Problemas pequenos que eu poderia resolver com um pouco de força de vontade e muito puxa-saquismo. Mas o grande problema é outro… Eu não sei sobre o que escrever. E pra esse problema eu não vejo uma solução tão simples.

Já pensei em um monte de coisas.

Talvez uma história na Idade Média, ninguém sabe exatamente o que acontecia naquela época, eu poderia inventar um monte de porcarias, colocar um romance, um bonitão e todo mundo ia engolir…

Pensei em uma história de vampiros (tá na moda!), ia ser assim: Um vampiro bonitão se apaixona pela guriazinha que faz a faxina na casa dele. Mas eu ia dar o meu toque regional… Ele, um magnatinha da Bela Vista, ela, uma funkeirinha da Tinga. Quando ele vai dar a mordida que transformaria a vida da moça para sempre aparece um pedreiro (não um trabalhador da construção civil) que a leva para sua vida de fantasia (que dura apenas 5 segundos, tempo de ação da droga no cerebrozinho de minhoca dele), os dois tentam se casar, mas o vampiro corre atrás de sua amada. No final o pedreiro se apaixona pelo vampiro e os dois passam seus domingos a noite na frente do Zaffari da Lima enchendo a cara de vinho! Não pensei o que seria da guria… Acho que ela abre uma lavanderia e fica rica em um mês… Ou não…

Um livro de auto ajuda era a opção mais segura, começaria com aquele lance de: Você não pode deixar a vida passar à sua frente!!!! Saia dessa cadeira agora! Tente de tudo para ficar rico! Mas se não der você será infeliz!! Você não tem um milhão??? Sua namorada não sai na coluna social da Zero??? Você não tem uma casa com piscina em Atlântida??? CORRAAAAA!!! Você já tem quase 30 anos e não é Bilionário! E acabaria assim: Tá bom, mesmo não sendo ricasso você é legal, mesmo com a esposa gorda e o filho na escola pública… E na última página uma carinha de feliz. :) Talvez quem lesse não… Mas Eu… ia ficar rico!

Não. Nada disso eu conseguiria escrever. Então a TV me salvou. (Não a TV aberta né! Óbvio que não.) A Net e a maravilhosa caixinha! Valeu Ronnie (o tio da Big que nos arrumou a caixinha mágica)

Uma série! Claro!

As pessoas não têm saco, nem tampouco inteligência para ler um livro. Não que a gente não tenha capacidade. Mas um livro é tempo demais desperdiçado. A gente tem mais o que fazer do que ler um livro! Pô. Tem que trabalhar, tem que namorar, e quem não tem namorada (o), tem, no mínimo, a obrigação de procurar desesperadamente um, tem que fazer alguma atividade física (não porque faz bem, mas na RBS tem um programa que diz que é legal demais!) e o mais importante! Tem que fazer uma social né… Nem que seja no Orkut! Pra encurtar o papo… Não temos tempo pra um livro. Mas uma série… Poucos parágrafos por dia… Ahh isso eu aguentaria. E outra, se não estiver legal eu faço como nas séries americanas: Mudo tudo de um dia pro outro. O romance tá chato entre homem e mulher: O cara descobre que é gay! O Médico que tem um problema na perna já não chama atenção: Milagre! O cara se curou e agora faz Cooper todo dia! Entenderam? Posso fazer o que quiser!

É isso. Uma série.

E vai começar amanhã!

Ou depois…

Mês que vem…

Sei lá…

Não sei sobre o que escrever!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Terroristas Atacam Porto Alegre!

  Não se assustem amigos, podem não ser terroristas… É só uma manobra de marketing! Tô aprendendo com o Serra (agora conhecido por, acreditem, Zé Serra!)

  Os fatos:

  Neste domingo durante uma agradabilíssima tarde de 25 graus centígrados, aquela situação maravilhosa que acontece na redenção com toda a sociedade portoalegrense integrada com esporte, lazer, música, chimarrão e até mesmo política, aconteceu uma coisa que motivou diversas hipóteses.

  A explosão de uma carrocinha de churros.

  Sim. Ninguém poderia esperar. Nunca acontecera anteriormente.

  Pensem comigo amiguinhos… Há quantos anos nós vamos ao Parque da Redenção?

  Quantas vezes vocês viram explodir alguma coisa naquele bucólico cenário? Além, é claro, dos nossos sacos que explodiram diversas vezes ao vermos aqueles estranhos seres enamorando-se com outros seres de mesmo sexo. Quantas vezes senhores??

Por isso eu digo: FOI TUDO PLANEJADO!

  Agora as 3 hipóteses:

  Nº1: Comemorações do aniversário de nosso querido organizador de peladas: Fabio Vinicius “Pato Alemão”.

Nesta hipótese, alguns amigos e seguidores mais fanáticos do Esporte Clube Zona Sul, na falta de fogos de artifício para comemorar a data festiva de nosso maior líder futebolístico resolveram explodir a carrocinha de churros, não sem antes se apoderarem de algumas das iguarias para serem apreciadas após as partidas durante a palestra do professor J.B.

Junto aos destroços da carrocinha foi encontrado um manuscrito, vou transcrevê-lo agora:

“Pato:

És nossa maior referência de raça,

Tua saída na bola é uma graça

Taça? Tens aos montes,

Fonte de inspiração a goleiros de menor expressão

Danrlei, Renan e Júlio Cesar

Apesar de melhor remunerados não limpam seus calçados,

só não podes ver na sua frente R. Pumba

Este é sua Kriptonita,

Parabéns Presidente!”

Hipótese Nº2:

A LICAPRECHUPA (Liga de Combate Aos Altos Preços do Churros de Porto Alegre), capitaneada pelo renomado empresário do ramo musical Lelo Motta, realizou este ato terrorista em represália aos Churristas da Redenção, que há algumas semanas vinham sendo avisados para voltarem os preços aos níves de outrora, quando comprava-se um churros com um VTE (vale-transporte estudantil).

A instituição não assumiu o atentado, mas desde a explosão o líder Lelo Motta ainda não deu as caras (ainda bem porquê o cara é mais feio que passe do Cavanha)

Hipótese Nº3:

Os infelizes meninos das bandas coloridas, sentindo-se acossados pelas pessoas de preferência sexual normal, explodem a carrocinha de churros, pensando que assim assustariam os frequentadores do parque, deixando livre o espaço para as frescuras mais malucas que suas cabecinhas de franga consigam imaginar.

Hipóteses estranhas?

Os senhores decidem… Qual a verdadeira?

Eu não quero influenciá-los.

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Ps.: F. Pato, Parabéns pelos 26 anos! Que o senhor continue sendo esse maravilhoso amigo, colorado fanático, parceiro inteligente e o maior organizador de futebol da Zona Sul de Porto Alegre. Tomara que as tuas atuações continuem sendo sempre seguras e cheias de força (só não entra correndo, senão toma cavadinha…), um abraço do teu vice! Que mantenhamos nossa chapa para sempre!

Valeu Presidente!

sábado, 31 de julho de 2010

Parabéns Doc.

As ideias são assim, só se tornam coisas incríveis quando saem do pensamento, batem na parede do outro pensamento e voltam deformadas (ou reformadas).

Foi isso que fizemos, eu e o Doc.

-Tô pensando em fazer um blog.

-Eu também…

-Vamos fazer juntos?

-Agora já fiz!

-Traidor!

-Mas eu pensei que era isso!

-Me vingarei…

Uma ideia de cá, vai pra lá e volta com o formato diferente. Um ping-pong onde vencem todos.

É sempre assim. Vamos surfar e começa o ping-pong. Ideias vão, ideias vêm, colocados na água nossos dilemas e nossas certezas. Saímos molhados com o triplo de dilemas e sem certeza nenhuma.

O Doc. e Eu fazemos terapia marinha.

Seus problemas são mastigados a cada intervalo sem ondulação. Minhas perguntas postas em pauta nos momentos de espera, e a cada caldo se diluem os questionamentos na máquina de lavar das ondas fechadas, nas boas surgem respostas que podem ou não funcionar.

Terapia marinha é assim.

Parabéns Doc., por mais um ano de vida.

Que continuemos sendo bons amigos, que nossas vidas sigam no caminho do bem, que possamos sempre dividir (e diluir) nossas dúvidas.

Tudo de bom. Tu merece. 

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Lenda da Barca

  Todos já ouviram falar em histórias sobre o temível Holandes Voador, navio que frequentava o Norte do Oceano Atlântico e praticava piratarias, não sendo jamais capturado ou vencido por nenhum navio das esquadras Reais.

  Uma história incrível… Ninguém sabia quando ia aparecer o negro “navio da morte”, com sua bandeira escura e a caveira a sorrir seu macabro sorriso. O que era de conhecimento geral, era a velocidade com que atacava e batia suas vítimas. Letal.

Histórinha interessante.

  Todavia, lenda mais impressionante ainda é a da “A Barca”.

  Não. Essa não era uma forma de locomoção marítima. “A Barca” era uma equipe… Não… Era uma Máquina! Que da mesma forma que o Holandês abatia suas vítimas com incrível facilidade.

  Essa lenda é conhecida por pouquíssimas pessoas, tal o nível de preocupação para que não haja o caos generalizado. Apenas alguns estudantes de uma importante instituição de Ensino Superior, comandada por Irmãos, que se localiza no extremo Sul do país do futebol sabe da existência desta lenda, tendo sido, muitos deles vitimados por esta maldoza trupe.

  Reza a lenda, que em meados de 2001 alguns destes desinformados estudantes planejavam organizar um pequeno torneio de futebol com o objetivo de promover a confraternização entre os diferentes cursos da instituição.

  Tudo corria muito bem, até que a trupe de Azul com o estranho nome de Farofa tatuado às costas começou sua trajetória de sangue e triunfo sobre os abismados estudantes.

Nunca ninguém havia os enfrentado. Não sabiam o que esperar.

Eles cuspiam, chutavam, batiam, urravam… Eram um bando…

Mas venciam.

Alguns merecem uma menção à parte:

Anão Panturra: Com seu cabelo de Playmobil e seu riso fácil, fazia com que o adversário não esperasse maldade em seus atos… Ledo engano… Com uma panturrilha de 48 cm. de diâmetro quebrou duas pernas e seis queixos!

Garça: Seus 98cm. de pernas lhe valeram o codinome. Depois das apresentações no campo seu nome ficou registrado para sempre nos anais do futebol como o inventor da “tesoura voadora”, golpe de karatê adaptado aos gramados.

Pigmeu Fabinho: Dizem ser de descendência Estoniana. Este combatente utilizava a tática de trovar fiado com os zagueiros adversários até que estes ficassem tontos e então corria por todos os lados de forma totalmente desordenada. Esta confusão deixava a defesa inimiga tão abobalhada que nem sabiam de onde surgia o golpe fatal.

Ainda havia inúmeros participantes desta lendária equipe, mas o mais importante era também o mais experiente e sábio: Tio Antonio. Com 234 anos de experiência nas costas, era ele o homem responsável por tirar o máximo desta fabulosa equipe.

Dizem que certa feita, durante um de seus famosos discursos antes das peleias, Tio Antonio, com aquela  sapiência de uma tartaruga marinha, ao ser perguntado sobre a forma de jogar naquela tarde, simplesmente argumentou: – Tripulantes… Na minha idade, não sendo comido, estou no lucro. E se retirou… Gênio.

Vitória.

Era assim. Os pacatos estudantes, com seus livros e conhecimentos acumulados, se esforçavam por fazer um torneio onde fossem eles os vitoriosos, e não mais que de repente, surgia “A Barca” e tomava de suas mãos o almejado troféu.

Todas as vezes eles pensavam que estariam livres da “A Barca”, mas no último instante chegava a notícia de que Ela se aproximava. Dentes começavam a rangir, pernas começavam a bambeat mãos começavam a tremer… E quando Ela chegava era a devastação. Zum… Bam… Poc! Gol!!!!!

E até hoje, nos corredores da formosa instituição educacional, quando se fala em organizar torneio de futebol, sempre há um estudante mais receoso que lembra a incrível lenda da “A Barca”.

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Se você ainda deseja vencer um torneio na sua vida, não espalhe esta lenda.   

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Aprendizes… Nada mais que isso…

Viajamos. Conhecemos novas pessoas. Vemos novos filmes. Lemos outros livros. Inventamos novas formas de viver, de amar, de lutar. Criamos máquinas que lavam nossas louças, que nos carregam de um lugar ao outro, que fazem nossa comida, que pensam por nós. Evoluímos!

Toda nossa evolução não nos serve de nada.

Continuamos sendo aprendizes, nada mais que isso. Aprendizes da vida.

A paixão por exemplo.

Encontramos uma garota. Olho no olho. Nervos à flor da pele. Suor. Mãos tremendo. Tudo isso pode se dizer de um garotinho de 15 anos, mas quando ele tiver 48 e ainda se apaixonar sentirá a mesma sensação de “será?” E por mais experiente que seja vai arrumar a gravata, se olhar no espelho e dar aquela ajeitada no cabelo dizendo para si mesmo ou para Deus ou pro parceiro do lado: “deseja-me sorte”.

Somos assim. Eternos aprendizes. Não nos acostumamos com as situções que com certeza vão acontecer conosco.

A morte.

Única coisa certa no mundo (até que os cientistas de um laboratório na Índia digam o contrário). “Nós todos vamos para o mesmo lugar”. “Ninguém fica para semente”. “Chegou a hora dele”. Todas essas frases que fazem muito sentido, quando são ditas aos outros. Quando a atarefada senhora de preto vem buscar algum de nossos queridos amigos nada disso faz sentido, parecem letras jogadas ao vento ou ao acaso em uma folha de papel.

Continuamos aprendendo. Uma lição de cada vez. Mas como eternos aprendizes, nos parece uma nova equação cada uma das vezes.

Finalmente: O Futebol.

Nosso time do coração (seja ele qual for) joga 6 campeonatos todos os anos e, a menos que alguém seja torcedor da Internazionale de Milão, nunca consegue vencer nem a maioria. E ainda assim sofremos como se nunca mais fosse haver outro jogo e que nossa equipe fosse fechar as portas no dia seguinte.

Sempre terra arrasada. Sempre uma nova lição que insistimos em não aprender. Estamos errados em não aprender?

Quando 32 seleções se juntam para disputar o mais importante dos eventos esportivos do Mundo parece razoável que cada um tenha uma chance de vencer. Mas NÃO. Nossa incrível dificuldade em aprender não nos deixa pensar dessa forma. O Brasil caiu. E minha alma de ser humano chora, mesmo sabendo que daqui a 4 anos vou viver esse momento novamente com os mesmos pensamentos, mesmo nervosismo, e mesma certeza de vitória.

Nunca vou aprender que os outros também têm o direito de vencer!

Choremos a morte da Seleção, mas só até a próxima Copa.

Não aprendamos a aceitar a derrota!

Os mais reais de nossos sentimentos são a frustração, a raiva e o ódio da derrota e só eles nos levam a tentar mais bravamente!

Continuemos sendo humanos e sentindo.

Isso é Futebol. Isso é ser Humano. Isso é vida. 

sábado, 12 de junho de 2010

A culpa é D’Ela

Descobri!

Buenas… Vou colocá-los a par de tudo.

Hoje, dia 12 de junho de 2010, fui novamente derrotado na Arena Zona Sul. Penso ser esta a quinta ou sexta semana na qual deixo de vencer neste local. Meu futebol foi outra vez sofrível. Mas hoje foi diferente. Hoje descobri o POR QUÊ!

Ela.

Hoje, como todos sabem, dia 12 de junho, além do dia da minha quinta (ou sexta) derrota consecutiva, é o DIA DOS NAMORADOS.

Pronto falei. A culpa é D’Ela.

Bárbara. Big. Ou a “minna patroa”.

Do momento em que passei a viver sob o mesmo teto que esta senhorita (minha senhora agora) até agora, meu futebol foi decaindo, decaindo, até chegar nesse momento. O fundo do poço.

O fundo mesmo amigos! Até o Zé tira onda da minha cara. Deus me livre. O Arroz volta da Austrália e me ganha! Não é fácil!

A culpa é toda D’ela.

Não senhores. Não estou reclamando! (Calma Minha Nega!) Bem pelo contrário.

Ela me faz o homem mais feliz do Mundo. Me faz sentir o cara mais sortudo, o mais inteligente, e (pasmem!) o mais bonito! Me deixa tranquilo. Me deixa em Paz.

Minah vida com essa moça tem sido maravilhosa.

Como diria o Jorge Ben (Jor):

“Com ela, eu sou mais eu…

com ela eu sou um anjo,

com ela eu sou a Paz, o Amor,A esperança.”

É isso amigos. Ela me deixa tão feliz, tão tranquilo, tão apaixonado, que nada mais me importa!

Bárbara Mairesse Lemos! A mulher que me roubou do futebol!

Big. A menina mais linda do Mundo.

Patroa. Aquela que me faz acoradar todos os dias com um sorriso largo no rosto (mesmo que seja as 5:30 da manhã para ir a Sap)

Nega Véia. Guria que me ajuda, me faz ser melhor, me faz apaixonado.

Obrigado Bárbara por ser minha companheira, minha amada, minha namorada, minha patroa, minha amiga, meu AMOR.

Pros diabos com o Futebol!

Azar o do Fabio!

Não me importa mais a derrota ou a vitória.

Só o que me importa é a felicidade D’Ela.

Feliz Dia dos Namorados a todos (mas mais para a minha Senhora!)

Te amo Big.

sábado, 22 de maio de 2010

Tá difícil

Não consigo postar a segunda parte

A mulher do Sabonete - Parte II

Nos primeiros 3 jogos o time não fez nenhum gol. O Sabonete driblava a zaga inteira, passava pelo goleiro e deva um balão para a torcida. Mágico. Um gênio. Humilhava o adversário. Mas os três pontos não vinham.

Banco.

Foi o único jeito que o Bigode encontrou para forçar o Sabonete a fazer o gol. Dois jogos na reserva. O homem se roía. Suplicava, prometia, “Deixa eu jogar, vou botar pra dentro! Eu Juro!” sabia que o Bigode gostava dele. Era seu melhor jogador.

“Vou te colocar, mas com uma condição: sem drible. Se tu driblar alguém, sai na hora!”

Entrou. E fez como o prometido. No primeiro tempo não driblou ninguém e guardou 5 gols. Um craque.

Quando voltou para o segundo, com o Bigode já faceiro, se descuidou. Primeira jogada, duas janelas, um lençol e um elástico. O coitado do volante adversário tinha espasmos caído no gramado.

“Sai!”, gritou o Bigode com a taturana acima da boca toda respingada de baba, e já levantou a placa de substituição.

“Por quê?”

“Objetivo!”

Saiu dando risada e dizendo “mas o cara nem me viu”.

No outro jogo o Bigode falou a mesma coisa: objetivo, sem drible. E aconteceu de novo, 3 gols só no primeiro tempo. No segundo mais dois, e no finalzinho uma carretilha e duas meia-luas. Saiu novamente.

“Por quê?”

“Objetivo!”

E assim foi até que o Sabonete virou centroavante. Gols em todos os jogos!
Toques certeiros, sempre de primeira, do jeito que dava: chutando, de coxa, cabeça, calcanhar, canela, ombro, barriga, joanete... não importava mais a beleza. OBJETIVO!
E em casa. Ahh em casa. Sua patroa o tinha agora só para si. Nunca mais chegou depois das 8. Era de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Uma vida de sonho…

Ou não.

Também não trazia mais mimos para ela. Não era mais só sorrisos nas festas. Aliás, não havia mais festas “tenho que me concentrar para o jogo de amanhã”, dizia ele com o cenho fechado, “senão o Bigode me tira, não esquece: Objetivo!”

Ele já não era mais o mesmo Wellington Leandro que ela amava. Transformou-se em um burocrata do futebol e um burocrata do amor. Não a procurava mais para falar aquelas maluquices de casal que lhe sussurrava ao pé do ouvido. Não poderia mais conviver com isso. Queria seu Sabonete de volta! Queria seu criativo de volta! Queria o seu bagaceiro de volta!

Naquele ano o Botafogo de Sapucaia ganhou tudo. Wellington Sabonete foi o maior artilheiro em uma só temporada de todos os tempos (em Sapucaia).
O tal do Bigode não cabia mais em si mesmo. Todos o parabenizavam, criara o maior centroavante que a Zona Norte de Sapucaia já conhecera. Venceu todos os Campeonatos e com resultados elásticos sempre.

Domingo. Residência do treinador. Depois de uma vitória esmagadora, com 3 gols do Sabonete -feios diga-se de passagem, um de canela, o outro trombando com o goleiro e no terceiro um carrinho arrancando tufos de grama- a equipe estava fazendo o tradicional churrasco da vitória.

Uma maravilha, o Bigode, como sempre, de assador, os jogadores tomando uma cervejada fortíssima, menos ele.

Sabonete ficava agora em um canto com uma televisão e um vídeo tape do jogo, analisando cada lance e querendo melhorar. Os outros o convidavam “Vamo tomá todas Sabonete! Tu meteu 3!”, ao que ele respondia: -“Tá loco! Podia ter feito 6! Mas no próximo não vou fazer tanta firula...”

Foi quando ela apareceu.

Óculos escuros, uma manta enrolada na cabeça, chapéu com abas largas. Parecia uma investigadora. O lagartixa, meia esquerda da equipe, que tinha “restrições” com a lei, até pensou em sair correndo, mas o treinador lhe disse que não era nada disso, que podia ficar calmo.

Bigode a levou para dentro de casa, só aí ela tirou os óculos e ele percebeu os olhos chorosos da mulher do Sabonete.

“Ele não pode mais ser centroavante!”

“Mas Tchê – ele era metido a gaudério – Ele agora é um santo! Não chega mais atrasado, não enche mais a cara, e não sei se tu sabia, o pessoal dizia que ele tinha umas amigas...”

“Eu quero ele na ponta direita.” Disse com uma voz quase inaudível, uma lágrima correndo a pele muito sedosa.

“Mas o cara é o melhor centroavante que eu já vi! Além de ser tudo que tu queria... Agora ele é só teu!”

“É só meu, mas não o MEU Sabonete.
Me devolve o craque do meu coração.
Eu não quero um centroavante! Me devolve meu ponta-direita.”

E deu as costas pro Bigode, que só conseguia pensar uma coisa:

-Mulheres...





Ps.: Não sei qual a moral da história. Mas achei muito bacana.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

A mulher do Sabonete – Parte II

Nos primeiros 3 jogos o time não fez nenhum gol. O Sabonete driblava a zaga inteira, passava pelo goleiro e deva um balão para a torcida. Mágico. Um gênio. Humilhava o adversário. Mas os três pontos não vinham.

Banco.

Foi o único jeito que o Bigode encontrou para forçar o Sabonete a fazer o gol. Dois jogos na reserva. O homem se roía. Suplicava, prometia, “Deixa eu jogar, vou botar pra dentro! Eu Juro!” sabia que o Bigode gostava dele. Era seu melhor jogador.

“Vou te colocar, mas com uma condição: sem drible. Se tu driblar alguém, sai na hora!”

Entrou. E fez como o prometido. No primeiro tempo não driblou ninguém e guardou 5 gols. Um craque.

Quando voltou para o segundo, com o Bigode já faceiro, se descuidou. Primeira jogada, duas janelas, um lençol e um elástico. O coitado do volante adversário tinha espasmos caído no gramado.

“Sai!”, gritou o Bigode com a taturana acima da boca toda respingada de baba, e já levantou a placa de substituição.

“Por quê?”

“Objetivo!”

Saiu dando risada e dizendo “mas o cara nem me viu”.

No outro jogo o Bigode falou a mesma coisa: objetivo, sem drible. E aconteceu de novo, 3 gols só no primeiro tempo. No segundo mais dois, e no finalzinho uma carretilha e duas meia-luas. Saiu novamente.

“Por quê?”

“Objetivo!”

E assim foi até que o Sabonete virou centroavante. Gols em todos os jogos!

Toques certeiros, sempre de primeira, do jeito que dava: chutando, de coxa, cabeça, calcanhar, canela, ombro, barriga, joanete... não importava mais a beleza. OBJETIVO!

E em casa. Ahh em casa. Sua patroa o tinha agora só para si. Nunca mais chegou depois das 8. Era de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Uma vida de sonho… Ou não.

Também não trazia mais mimos para ela. Não era mais só sorrisos nas festas. Aliás, não havia mais festas “tenho que me concentrar para o jogo de amanhã”, dizia ele com o cenho fechado, “senão o Bigode me tira, não esquece: Objetivo!”

Ele já não era mais o mesmo Wellington Leandro que ela amava. Transformou-se em um burocrata do futebol e um burocrata do amor. Não a procurava mais para falar aquelas maluquices de casal que lhe sussurrava ao pé do ouvido. Não poderia mais conviver com isso. Queria seu Sabonete de volta! Queria seu criativo de volta! Queria o seu bagaceiro de volta!

Naquele ano o Botafogo de Sapucaia ganhou tudo. Wellington Sabonete foi o maior artilheiro em uma só temporada de todos os tempos (em Sapucaia).

O tal do Bigode não cabia mais em si mesmo. Todos o parabenizavam, criara o maior centroavante que a Zona Norte de Sapucaia já conhecera. Venceu todos os Campeonatos e com resultados elásticos sempre.

Domingo. Residência do treinador. Depois de uma vitória esmagadora, com 3 gols do Sabonete -feios diga-se de passagem, um de canela, o outro trombando com o goleiro e no terceiro um carrinho arrancando tufos de grama- a equipe estava fazendo o tradicional churrasco da vitória.

Uma maravilha, o Bigode, como sempre, de assador, os jogadores tomando uma cervejada fortíssima, menos ele.

Sabonete ficava agora em um canto com uma televisão e um vídeo tape do jogo, analisando cada lance e querendo melhorar. Os outros o convidavam “Vamo tomá todas Sabonete! Tu meteu 3!”, ao que ele respondia: -“Tá loco! Podia ter feito 6! Mas no próximo não vou fazer tanta firula...”

Foi quando ela apareceu.

Óculos escuros, uma manta enrolada na cabeça, chapéu com abas largas. Parecia uma investigadora. O lagartixa, meia esquerda da equipe, que tinha “restrições” com a lei, até pensou em sair correndo, mas o treinador lhe disse que não era nada disso, que podia ficar calmo.

Bigode a levou para dentro de casa, só aí ela tirou os óculos e ele percebeu os olhos chorosos da mulher do Sabonete.

“Ele não pode mais ser centroavante!”

“Mas Tchê – ele era metido a gaudério – Ele agora é um santo! Não chega mais atrasado, não enche mais a cara, e não sei se tu sabia, o pessoal dizia que ele tinha umas amigas...”

“Eu quero ele na ponta direita.” Disse com uma voz quase inaudível, uma lágrima correndo a pele muito sedosa.

“Mas o cara é o melhor centroavante que eu já vi! Além de ser tudo que tu queria... Agora ele é só teu!”

“É só meu, mas não o MEU Sabonete.

Me devolve o craque do meu coração.

Me devolve o meu ponta-direta.”

E deu as costas pro Bigode, que só conseguia pensar uma coisa:

-Mulheres...

terça-feira, 18 de maio de 2010

A mulher do Sabonete – Parte I

Ele era conhecido por Wellington Sabonete. Wellinton Leandro da Silva por parte da família, e Sabonete por parte dos companheiros de equipe, o Botafogo de Sapucaia. Sabonete por ser escorregadio, liso, criativo, difícil de segurar.

Era o típico ponta-direita, drible fácil,  risada solta, jogava para a linha de fundo, não se importava com o gol, o que queria mesmo era o drible. Janela, lençol, carretilha, qualquer um.

Os zagueiros já o conheciam, ele ia levar a bola para o cantinho e tentar algum drible desconcertante.

“- Mas hoje não!”, pensavam eles “vou rachar ese cara!”.

E lá ia ele. Levava a bola até a bandeirinha, parava e olhava no fundo dos olhos do zagueiro, “vem…”, o zagueiro ia. Um touro, bufando, mirando o joelho esquerdo do Sabonete, ZÁZZZZZ… Uma paulada. “UUIIIII”, era a torcida depois da janela e do zagueiro caído no chão. E, como de costume, depois de entortar o defensor voltava o jogo. Nunca ía na direção do gol. Não era seu objetivo. A humilhação, a torcida gritando, a risadinha, a xacota, era disso que gostava.

Final do campeonato varzeano da AASNO – Associação Amigos da Praça Senador Norberto Osório – lá na famigerada Zona Leste de Sapucaia.

Jogo pegado, 1 x 1 no maior clássico sapucaiense. Botafogo de Sapucaia e Mercado do Bahia. A equipe do MDB, como era conhecida, vinha mordida por ter sido derrotada humilhantemente no ano anterior pela placar de 5 x 0, na mesma final. Esse era o ano da revanche.

O treinador Sílvio Bigode havia pedido ao Sabonete: “-Quando tu driblar o zagueiro, bate no gol! Não joga pra trás!”

O zagueiro parou na frente dele. Ginga pra cá, sassarico pra lá, golpe de caratê do zagueiro, meia lua do Sabonete. O zagueiro volta, voando, como se sua vida dependesse de roubar ou não aquela bola, e disfere um carrinho a meio metro do chão. Sabonete dá aquela cavadinha bem curtinha. A bola vai passando… passando… “vou pegar”, pensa o zagueiro, “estica pescoço!”, não deu. Lençol humilhante. Se dá por vencido, fica no chão, simula uma lesão e pede para sair. E o Sabonete como de costume volta todo o jogo. O Bigode arranca os parcos tufos de cabelo que lhe sobra.

Na concentração do time era sempre o homem que puxava o pagodão. Um festeiro. Um gênio, com a bola e sem ela. Se fosse um pouco mais concentrado e objetivo seria um Pelé.

Mas sua mulher já não aguentava mais. O amava. Como ninguém pode amar outra pessoa, o amava. Mas era demais. Nunca chegava antes da meia-noite. Sempre bêbado, sempre fedendo a perfume barato, mas sempre com um sorriso nos lábios e um mimo para sua amada.

Pois ele a amava também. Claro, a seu modo. Mas amava com a intesidade de um furacão.

Quando estavam juntos era só alegria. Ele falava coisas pra ela, destas que só se fala entre o casal, e sorria, sorria sempre. Um brincalhão. Nas festinhas da vizinhança era sempre o mais requisitado. Conhecido em Sapucaia por ser o maior animador de festas. Ao seu lado ela era a esposa mais contente do mundo.

Mas ela o queria sempre. Não só de vez em quando. Não só de dia.

Foi aí que aconteceu.

Chico Pata Dura, o centroavante do Botafogo de Sapucaia se lesionou. Uma entrada desleal. Dele. Sim, dele no zagueiro. Quase matou o zagueiro, mas se contundiu quando a cabeça do defensor chocou-se com a rótula de seu joelho. Seis meses parado.

O Bigode não queria, mas acabou colocando Sabonete como referência no ataque.

Aí o mundo do Sabonete mudou.

Continua…

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Salgão e Larira – Uma história de Amor

Como era controverso aquele casal morador da Alvorada!

Casal_se_beijando

Ela, um doce de menina. Caseira, cozinheira, limpava a casa, inteligente e o mais importante de tudo FIEL! Aquilo que um homem sempre sonhou!

Mas ele… Ele era o maoir vagabundo da redondeza. Beberrão, sem-vergonha, bagaceiro de marca maior e o dançarino mais badalado do Pagode do Vadinho. Pagode este muito reconhecido e valorizado na formosa Zona Norte de Alvorada!

Infelizmente para a família de Larira, a mocinha se engraçou por Salgão. Foi numa destas noites no Pagode do Vadinho. Ela dançando recatada envolta por suas amiguinhas, todas de risadinhas para uma lado e para o outro. Ele se esbaldando nas negras e tenras carnes das mulatas do distinto lugar. Cruzaram olhares. Ele do alto de seus 1,85m, com todos os músculos e aquele viscoso bigode. Ela com seus 7cm de salto, recatada e sem maldade.

Toda a Zona Norte de Alvorada a avisou.

Não adiantou, estava completamente apaixona pelo mouro bigodudo.

Depois do casamento Larira passava noites e mais noites em claro sempre a esperar por Salgão. Ninguém entendia o por quê de tanta complascência.

Ele saía para os braços de outras, entornando o maior número de garrafas possíveis, claudicando de bar em bar.

Lá pelas 7 e meia da manhã voltava ele, com aqueles dentes alvos e alinhados. Um sorriso lindo e um ramalhete de flores debaixo do braço forte.

Sempre uma briga ferrenha! Todas as noites ela o açoitava! Todas as noites ela o largava! Sempre dizia que deixaria de amá-lo!

Ela o deixava todas as noites…

…para, depois de uma hora do amor mais incrível do mundo voltar a amá-lo.

Salgão e Larira são até hoje o casal mais feliz do Mundo (em Alvorada).

Vocês já viram que quando amamos nós aceitamos qualquer coisa?

É por isso que eu amo o Internacional.

Uma semana atrás eu o odiava! Ele me traía! Jogava como se eu não estivesse olhando. Jogava como se eu não me importasse! Eu não iria mais amá-lo, não o queria mais em minha vida! ADEUS INTER! Era o que eu urrava com os pulmões em fogo.

É então que vem Ele, com uma caixa de bombons e aquele presentão debaixo do braço.

Eu o aceito de volta.

Somos um só novamente. Aceito tudo! Até o Alecsandro.

Eu amo o Internacional.

domingo, 2 de maio de 2010

Congratulações.

Parabéns Grêmio!

O Campeão Mundial deste ano no Rio Grande do Sul. Sim!

Depois de um jogo com catimba, pancadaria, chutão para fora e tudo o mais que tem direito uma grande final, a equipe da Azenha sai vencedora, talvez do único torneio vencido pelo tricolor este ano. Pois, convenhamos, daqui para frente temos o campeão gaúcho jogando a Copa do Brasil, que provavelmente será vencida pelo Santos, e o Campeonato Brasileiro, no qual com certeza esta mesma equipe coadjuvará (como já vem fazendo a muitos anos).

Vou além. A equipe que vence um torneio de 4 em 4 anos deve comemorar desta forma. Campeão do Mundo!

Pode parecer, mas não se trata de grande ironia. Os amigos leitores deste espaço me conhecem a ponto de saber que para este modesto escritor de resenhas futebolísticas todo e qualquer campeonato, torneio ou copa, tem o peso e a importância de uma Copa do Mundo.

Não só torneios. Tanto é verdade que na Arena Zona Sul, todos os sábados, das 16 às 17 horas, tenho a minha Copa. Jogo como se estivesse na final na África do Sul. Quero vencer como se fosse a Argentina do outro lado. E odeio perder como se fosse o Grêmio do outro lado.

Sendo assim, fico triste com a derrota do Internacional.

Gostaria muito de vencer o Gauchão, este maravilhoso e importante torneio! Não deu.

Vejamos o lado bom. Em não vencendo o Campeonato talvez, e só talvez, o Presidente mais cheio de soberba e mais arrogante da história do Inter veja que ele também erra. Talvez perceba que errou ao contratar Alecsandro. Errou ao trazer Fossati. E outros erros catastróficos.

A derrota ensina. A vitória mascara.

O Grêmio, ao vencer o Gauchão, perde a oportunidade de perceber o quão fraco é Leandro, e a falta de qualidade de seus laterais. E assim joga fora a chance de ser campeão de qualquer outro campeonato este ano. Essa é minha felicidade hoje. Dá-lhe Grêmio.

Vejamos o jogo de sábado.

Um empate. No papel, um empate. Mas em nossas consciências não. Em nossas consciências (aqueles que tem) sabemos muito bem que a equipe capitaneada por mim saiu vencedora.

Vencedora por estar na frente do placar da partida por dois gols até o momento em que Tchutchuca, o nosso Guiñazu, saiu de campo machucado. Sim amigos ele se machucou. Não fisicamente, mas em seu coração.

Triste como um homem pode ser ferido em seu coração por um amigo tão próximo, quase um irmão. Durante o jogo as repetidas roubalheiras e pataquadas do capitão da equipe adversária, deixaram nosso jogador tão fora de si, que este deixou o campo e foi a pé para sua residência.

O empate não escancarou a falta de espírito esportivo do adversário. Deveríamos ter perdido.

Me deixou desconfortável a cena do moço caminhando de cabeça baixa na Estrada da Serraria em direção à Vila Nova. Neste momento percebi que não sou o único que jogo uma Copa do Mundo na Arena Zona Sul. Tentei dar uma carona ao meu colega de equipe, mas ele recusou minha gentileza.

Estava certo. Só um momento consigo mesmo e sua própria consciência para digerir tamanha traição.

Um empate não mascara. Um empate não ensina.

Parabéns Grêmio, e feliz 2011, pois este ano, para você já terminou.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Dos rompimentos da Vida.

Todos nós um dia já passamos pela triste experiência de romper um relacionamento. Pode ser com uma namorada, com um amigo, com um ente querido, com um inimigo, ou qualquer outro relacionamento que se finda.

Quando se rompe um ciclo alguma coisa é quebrada. Alguém se machuca, sai magoado, ferido…

Eu já rompi inúmeras vezes relacionamentos. Uma vez deixei de participar dos jogos do sensacional Zona Sul Futebol Clube. Saí magoado. Magoei pessoas. Enfim, uma choradeira para todos os lados. Cacos de vidro espalhados pelo chão.

Me fez bem. Voltei com uma insaciável fome de gols.

Toda a semana rompo meu relacionamento com meu irmão. É sempre uma briga sem causa que motiva uma picuinha sem razão. Pronto. Rompemos. Três dias depois estamos dando risada novamente. Iniciamos o ciclo para rompê-lo outra vez daqui a dois ou três dias.

Sempre me faz bem. Voltamos dando mais risadas do que nunca.

Agora rompo meu relacionamento com um ente tão querido quanto meu irmão.

O INTERNACIONAL.

É óbvio que não rompo para sempre.

É uma jura que fiz a mim mesmo. “Não mais sofrerei pelo Colorado enquanto ele não fizer por mim uma coisa muito simples: – Remover o maldito Alecsandro da equipe. Não só da equipe, do clube! Rasgar seu contrato! Queimar, se possível!”

Estou, agora, extremamente entristecido por escrever estas arrastadas linhas.

Qualquer pessoa que tenha um mínimo de conhecimento sobre o esporte Bretão consegue compreender que este jogador a quem me dirijo é o centro de todos os problemas da equipe colorada. A grande maioria dos leitores deste espaço joga ou já jogou futebol, e sabe que um CENTROAVANTE tem duas grandes incumbências dentro da equipe:

–A primeira, e com certeza, mais importante de marcar GOLS. Não um só a cada cinco partidas, mas vários. Guardar. Não deixar a bola atravessar a área adversária sem que no caminho encontre sua perna alterando a rota para o fundo das redes. Matar!

-E a segunda, mas nem por isso, sem importância, a de segurar a bola no ataque para que possam, os companheiros, ajudá-lo na árdua tarefa de rasgar uma defesa.

Uma equipe pode muito bem jogar uma partida acuada em seu campo, desde que ele esteja lá. O desafogo. A luz no fim do túnel. O SuperHomem.

É isso que espera o goleiro quando desfere o tão insensato balão. Ele se joga do oitavo andar na esperança de que o SuperHomem o pegue antes de estatelar-se no chão.

É isso que quer o zagueiro acuado por três adversários. Ele se joga do avião e torce para o pára-quedas abrir.

Eles rezam.

Por favor Alecsandro! Segura esta bola só um pouquinho para podermos respirar!

E ninguém os ouve.

Deus está olhando para o outro lado.

O Fossati está olhando para o outro lado.

Por isso rompo com o Inter. É uma greve de amor. Uma greve por solidariedade aos jogadores, que são obrigados a se jogar do oitavo andar em todas as partidas, sabendo que o SuperHomem não virá para salvá-los.

Mas rompo para voltar a amá-lo amanhã, ou depois, quando passar a raiva que estou sentindo.

Rompo como quem rompe com um irmão, que fez uma besteira e irá se redimir.

Mas uma coisa é certa! Só voltarei a amá-lo quando aquele MARGINAL tiver deixado em paz um relacionamento de uma vida!

INTER! ME DEIXE VOLTAR A AMÁ-LO! SE REDIMA COMIGO!

MANDE O ALEC EMBORA!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pontos de vista...

Houve, neste domingo último, o 1º dos Grenais que finalizam o campeonato gaúcho de 2010.

Jogo pegado.
O tempo inteiro aquela velha marcação cerrada. Chutes desferidos contra canelas, tapas nas orelhas, agarramento nos escanteios, nada de novo por aqui.

O jogo terminou com o placar marcando 2 a 0 para os azuis.

Poderia muito bem acabar 2 a 0 para os encarnados.

Não aconteceu.

Grenal é Grenal (e vice-versa, como diria o Jardel).

Em um clássico tudo pode acontecer, e do meu ponto de vista, um jogo totalmente comum.



Entretanto fica, ainda do meu ponto de vista, uma pequena questão a se pensar.

Se os fatos que acabo de listar aqui são tão habituais, por quê a repercussão tão grande acerca da partida.



Exatamente isto! Os pontos de vista.



Patroa: "Bah! Mas o Inter queria perder o Grenal! Eles jogam sem vontade! Parece que estão fazendo corpo mole!" Assim mesmo, com todos estes pontos de exclamação.



Maurício Saraiva: "Um nó tático do grande vencedor do Grenal, Silas. Ele que vinha em uma decadente com sua equipe, agora sorve os louros da vitória construída em cima de um esquema já consolidado..." e por aí vão mais duas horas de dissertação.



Negão: "Viu?! Eu disse que o Hugo joga demais! É brincadeira. Só porque o Silas tem os namoradinhos dele, não coloca o cara em campo." Quando o cara encasqueta com um jogador ninguém tira da cabeça.



Eu (sempre sereno e isento) : "Isso acontece. O Internacional poderia ter vencido o jogo NÃO FOSSE AQUELE LIXO HUMANO DO ALECSANDRO! MAS É UM MARGINAL! E PIOR AINDA É O DROGA DO FOSSATI QUE COLOCA ELE!" Um doce de pessoa.



Tia Léa (minha sogra para quem não sabe) : "Eu acho que eles combinaram. O Inter ganha um ano e o Grêmio ganha no outro." Bah Tia Léa, sem comentários!



E fossem listadas aqui todas as pessoas com quem conversei, todas teriam visto sua própria peleia.



Mas este foi o jogo de fundo da rodada.



O importante mesmo, ou como diria meu pai "o quente", ahh amigos, este se deu nos longínquos pagos da zona sul.



Escalação:

Equipe do Indio:

F. Pato, Índio, Juliano, Henry, Tchutchuca, Negão e Cássio.



Equipe do Zé:

Dudinha, R.pumba, Cavanha, Milan, Manzi, Marselle, Rafa e William.



Para bom entendedor um pingo é i.



A partida terminou com uma diferença semelhante a do Grenal, 2 ou 3 tentos separaram os placares das equipes.

Venceram ELES.

E assim como no Grenal, não seria nenhuma injustiça que fosse vencida pela equipe da qual eu fazia parte.



Do meu ponto de vista (e tenho o direito de ter um), nossa equipe começou melhor. Até porque abrimos o placar com um golaço deste que vos fala na saída de F. Pato.
Aliás, esse goleiro ainda não percebeu a diferença entre um comum e um fora de série.



Dica: F. Pato, antes de sair como louco, olha se não sou eu que estou com a bola, senão vai ficar só vendo ela entrar novamente.

Ainda do meu ponto de vista (e deixo bem claro que todos a lerem estas linhas podem aqui expor o seu), a equipe adversária se apresentou de forma quase impecável. Com uma linha de zaga muito bem posta com um Negão sempre firme e um Tchutchuca pegador ficava bastante difícil para transpor tal barreira, e quando conseguíamos tínhamos a complicada missão de bater o incrível F. "El Doido" Pato. Ainda dispunham em sua meiuca, de um Juliano endiabrado, fugindo das afáveis rasgadas disferidas por mim e "El Perro" Cavanha, de Henry sempre tentando o drible e as piruetas e de Índio com passes cirúrgicos. Quase impecável eu disse.

Enquanto tínhamos em nossa equipe a linha de zaga formada por Rafa "A Barreira" e William "Faustinho" fizemos frente. Jogamos bem. Tocávamos a bola com desenvoltura e vez em quando tentávamos uma estocada, até com gols. Tínhamos a confiança de tentar a jogada arriscada por saber que estávamos bem assessorados defensivamente.

O final da partida passa por estranhos acontecimentos, inversão de faltas, laterais invertidas e choradas sem motivo. Mas isso do meu ponto de vista.

Alguns outros pontos de vista:

Tio Jorge: -"Bah Pumba! Vocês tão melhorando! Dessa vez só tive que tomar 8 cervejas pra aguentar esse jogo." Que corneta!

Juliano: -"Tava ruim de pegá o véio..." Depois o cara quebra, ficam tudo brabo comigo.

F.Pato: -"Acho que estavam um pouco desequilibrados os times." Que observação.

Manzi: -"Pô, esqueci meus óculos em casa. Não vi ninguém do meu time! Por isso não passei a bola em nenhuma ocasião." Percebi Manzi!


É isso.

Ponto de vista.

O meu é esse. Qual é o seu?

domingo, 18 de abril de 2010

A vida é sempre mais surpreendente que a Arte!

Esses dias assisti o filme “2012”. Quanta criatividade!!

Rapaz! O cara conseguiu fugir de um terremoto que o perseguia, conseguiu roubar um 747 e pilotá-lo, chegou à China em meia hora! E ainda conseguiu reatar com sua ex-garota se livrando do atual namorado por meio de morte por afogamento!!! INCRÍVEL!

E isso não foi tudo! Mais 90% da população mundial foi dizimada e nosso mocinho conseguiu fazer uma “arca de Noé do futuro” salvando milhares de espécimes animais. Ou seja, o cara era o Chuck Norris!

Isso deveria me surpreender.

Mas eu já percebi. Nada na TV pode ser mais surpreendente do que a própria vida. NADA!

O BBB por exemplo. Sabem qual o problema? As câmeras. Elas tiram a humanidade das ações. Por exemplo… Quantas vezes vimos o Dourado chutar a cabeça do Bicézar no mais assistido Reality? NUNCA! Isso seria pesado demais.

Digo isso obviamente para falar do que importa mesmo.

O futebol.

Ligação do Presidente:

-“Bah Pumba… O jogo vai ser feio! Vamos ter que convidar o Gui! Já vai o Cássio, o Negão e o Manzi!”

-“Putz! Eu ainda tenho uma má notícia! Nem o Careca vai jogar.”

Ao que me responde, ele:

-“Deus, tenha piedade de nossas almas!”

Tudo indicava a pior partida de todos os tempos.

Mas como eu disse anteriormente, a Vida sempre é mais surpreendente!

Começando pelo início:

O jogo foi de igual para igual. Apesar de uma equipe ter como goleiro nosso Presidente F. Pato (que descobriu agora, graças à Deus, que É goleiro), e a outra equipe revesar no gol.

Índio, contrariando suas atuações anteriores, ridículas, diga-se de passagem, jogou demais. Defendeu como Mauro Galvão, com desarmes corretos e carrinhos pontuais. Atacou como Alex Cabeção, com seus passes mágicos e visão apurada. Incrível! A última jogada,com um passe milimétrico para eu fazer o tento derradeiro foi digno de James Cameron – diretor de Avatar e outras grandes obras cinematográficas, para quem não conhece.

Cássio (nosso querido gordinho), ontem foi incansável! Sim, amigos. Voltava na marcação, ajudava no ataque, se posicionava corretamente. Excelente!

F. Pato, agora goleiro, pegou até a mãe (sem desrespeitar jamais a matriarca de alguém… é força de expressão). Jogou demais. Implacável nas defesas arriscadas, com carrinhos e pancadas à esmo. E debaixo dos paus pegou tudo! Não havia bola que passasse! Ele agarrava!

Mas nenhuma destas atuações seria tão bem vista, não fosse o adversário.

Um timaço! Zé consciente em todas as jogadas. Lucas com transpiração digna de Guiñazu. Negão baixando o sarrafo (como sempre). E ele. Manzi! Taxado como velho, decrépito, ridículo, sem vergonha… Jogou muito. Articulou com muita habilidade todos os ataques de sua equipe. Fez gols de Romário, um toque. O toque. Foi o capitão e o avalista da grande atuação dos adversários.

Até aí, amigos, não relatei nenhum fato que nos faça pasmados. Tudo isso já vimos ou ouvimos falar.

O que não tínhamos ainda visto é um homem ter seu contrato rescindido por sua mina de fé.

Nós homens somos nós e o futebol. Ele faz parte de nós. Inexistimos sem ele. É nossa parte mais real! É o que somos multilicado por mil! O surpeendente é isso! O homem teve uma parte sua retirada de si por sua amada. Logo ele. Um dos mais aficcionados pelo jogo. Um dos maiores amantes dos gramados. Isso não se vê nos filmes! Seria demais para nossos olhos. Vermos um homem sendo hostilizado desse jeito nos tiraria do sério!

Eu e o presidente chegamos a um concenso. Esse tipo de atleta será advertido com um pacoteno jogo imediato à sua falta, sendo o motivo da falta o comando da amada.

Deixo claro, desde já, que não sou, nem nunca fui, contra o amor!

Aplaudo o amor e o namoro! Acho que dignifica o homem. Mas o futebol, esse sempre deve estar em primeiro plano!

Apesar dessa falta vimos a vida em sua essência.

Guidje, logo ele que fora escrachado por mim e o Presidente, nos presenteou com uma jogada sem precedentes. Sem precedentes mesmo! Nem Pelé fez aquilo! Aliás, o Gui fez esse gol. O gol conhecido como “O gol que o Pelé não fez”.

A bola vinha na direção do goleiro, ele passou como um raio por ela, e foi buscá-la do outro lado. Só encostou para dentro. Gol. Simples. Incrível. A vida nos pregando uma peça. O gol mais bonito do jogo vindo diretamente de onde menos esperávamos. A lei de Murphy destroçada.

Não fico mais impressionado com as loucuras do Vesgo e Sílvio. Tenho o Gui e o F.Pato.

Não me assusta a loucura de Matrix! Tenho o Cássio e sua incrível mobilidade.

Nada me tira o conforto!

Eu tenho o futebol.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O jogo simples

Lição de história…

Quando os cultos ingleses “inventaram” o jogo mais amado atualmente pelo mundo inteiro o nomearam assim: “The Simple Game” - O Jogo Simples. Até ali eles praticavam apenas o Cricket. O jeu-de-palm (depois evoluído para o tênis). Jogos para a elite. Jogos em que apenas alguns podiam jogar. Apenas os bons, os bonitos, os habilidosos.

Utilizo-me das aspas, quando digo que inventaram, porque o futebol é jogado, de formas das mais diversas, a milhares de anos. Foram sim, os ingleses responsáveis pelo regramento e uniformização do futebol moderno. Mas na antiguidade chinesa, por exemplo, guerreiros de tribos rivais chutavam as cabeças decapitadas de seus adversários por vários quilômetros depois de derrotá-los. Além da China, há registros de jogos assemelhados ao futebol no Egito, na Roma e Grécia antigas.

Bom, dito isso, posso voltar ao ponto de vista que gostaria de compartilhar com os queridos leitores deste humilde espaço.

Todos os que se aventuram por esse espaço virtual já vivenciaram a maravilhosa oportunidade de assistir a uma partida de sua equipe do coração em um dos bares da cidade. E nessas ocasiões certamente deparou-se com alguma garota comentarista ou algum gordinho falador.

Não tenho nada contra nenhum dos dois grupos, já aviso de antemão.

Mas, salvo algumas raras exceções, essas duas espécimes não participam de partidas desse maravilhoso jogo com frequencia. Sendo assim, não têm o conhecimento empírico para tecer comentários muito abalizados acerca deste assunto.

O Jogo Simples é tão simples que qualquer pessoa pode praticar. Há espaço para todo o tipo de jogador. Exemplo vivo disto é Peter Crouch, o grande ídolo de nosso amigo Lelo Mota, empresário importante do ramo musical Porto-alegrense. O jogador em questão não possui a mínima habilidade, nenhuma técnica, velocidade zero, e outras dificuldades. Ainda assim selecionável na esquadra Inglesa que disputará o Mundial. Outro grande exemplo é Clayton, ex-Intenacional de Porto Alegre. Um exemplo clássico de jogador medíocre, não marcava, não passava, não chutava, não fazia nada. Ainda assim indispensável naquela equipe Colorada dos idos de 1999.

Há mais de um milhão desses exemplos. Jardel, Perdigão, Toró…

Todos ruins de alguma forma, mas utilizáveis em algum momento do jogo.

Qualquer um joga.

O que as pessoas que nunca colocaram uma chuteira (seja ela de futebol, futsal, futebol 7, showbol, ou outra forma do jogo simples que talvez esse humilde teclador ainda desconheça) não conseguem compreender é que sempre, em uma partida, há dois grupos de onze homens. E o fato de um destes grupos não ser visto como de grande habilidade não determina a vitória do outro. Como eu disse qualquer um joga!

Este tipo de pessoa pensa que a derrota é obrigação da equipe ruim!

Como pode a equipe grande não vencer!??

Que absurdo uma equipe do Equador fazer frente aos todo poderosos Brasileiros???

Como pode a Nigéria vencer o Brasil, e colocar a tristeza no coração de milhares de apaixonados no país do Rei Pelé??

E o Maracanazzo!? Que terror!! Como pode!??

Mas o futebol não é assim! Os onze homens do outro lado têm um coração! E mais! Têm sua honra!!

Sendo assim, no futebol nunca haverá jogo jogado!

Brasil x Coréia do Norte – O melhor time do Mundo contra uma equipe totalmente desconhecida – jogo jogado? Não.

Brasil x Austrália – O time com maior número de melhores do Ano na história contra um bando de caçadores de canguru e jogadores de rugbi. Jogo Jogado? Nunca.

Internacional x Barcelona – Um timezinho do Sul do Brasil sem nenhuma grande estrela e ainda o Edinho na volância, contra uma seleção de todos os países do Mundo. Jogo jogado? Sabemos que não.

Grêmio x Pelotas – O time mais raçudo do Mundo, craques em abundância, Vítor, Jonas, William Magrão, etc… Contra um time vindo da série B do Gauchão. Jogo jogado??? Acho que não.

Eu amo o jogo simples.

Eu posso jogar. O Ronaldo Bebê pode jogar. O Edinho pode jogar! O Jonas pode jogar! Até o marginal do Alecsandro pode!!!!!

E só amo esse jogo porque toda e qualquer equipe, sempre, ao entrar em campo, tem uma chance de vencer!

E só tem a chance de vencer porque este é O JOGO SIMPLES.

R. Saja continue com esperanças!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Questão de Prioridades

“-Ai, que inferno! Aquela banca desgraçada me colocou pra fazer prova lá na zona norte!! Que droga!”.

Era a vigésima oitava vez que a patroa me reclamava devido à péssima escolha de local de prova do concurso que ela foi fazer. Algo que eu não tinha o mínimo poder de mudança. Mas já percebi. Ela fica nervosa com essa besteira de futuro, de se dar bem na vida, enfim, detalhes, e como eu estou mais perto…

Enquanto ela bufava de raiva por causa de besteiras, eu me roía de ódio por razão muito mais importante!

O futebol!

Perdi uma partida ridícula contra uns amiguinhos do Henry. Primeiro que o embate foi depois de onde “O Judas perdeu as botas”, tão longe que o Dudinha (que reside depois de onde o vento faz a curva) se surpreendeu. PelamordeDeus! O jogo foi tão bagaceiro, que um dos adversários jogou os 20 minutos finais da peleja de pés descalços! O famoso Pé-de-cachorro! Uma chinelagem nunca dantes vista! Um outro, o zagueiro deles, jogou com o relógio da xuxa! E o goleiro usava uma peruca igual ao do Batistuta nos anos 90. Nunca passei tamanho vexame!

Isso foi no sábado. (Mas a patroa me atucanou a semana inteira por causa do concurso)

Eu também fiz o tal concurso, mas sou um cara seletivo quanto às preocupações. Jamais esquentaria a cabeça com coisas tão sem importância. Estava louco mesmo com a tal partida! Não dormi. Comi pouco (apesar da forma que diz o contrário). Um coitado!

Foi assim que fui para a prova. Desacreditado, com pena de mim mesmo, com fome, com sono, mal.

Mas era outro dia. Domingo. Dia lindo. Aniversário da minha vovó.

A prova foi tranquila. Surpreendentemente eu tinha uma noção (pequena, mas tinha) do assunto sobre o qual a prova falava. Lia as questões e pensava: “já ouvi isso em algum lugar…”. Não fui de todo mal. Terminei a prova em uma hora e meia! Um recorde para mim. Nunca havia ficado mais de uma hora em prova na vida! O dia iniciava bem.

Fui para o aniversário da minha avó. Lasanha! Adoro lasanha! Principalmente depois que minha avó começou a retirar o plástico que protege a massa da lasanha antes de assá-la (sim, por algumas vezes tive uma surpresa plástica durante a mastigação). O dia seguia muito bem.

Mas foi nesse momento que o dia ficou 100%!

Meu irmão me liga e diz com sua voz de eterno bagaça da Cidade Baixa: “-Aí Rafa, me busca aqui num torneio. Tenho que almoça pra voltá de tarde. Vamo te contratá pra segunda fase! Contrato de emergência!”. Fui.

Cara. Fazia mais de um ano que não jogava campeonato. Avisei pro Juliano. Estava acostumado com a pegada da Redenção. Não sabia mais o que era jogar com outro juiz em campo (além de mim, é claro). Comecei muito mal. Me arrastando. Mas fui entrando no ritmo da equipe: ZÉ PNEUS. Sim amigos.

Dois jogos depois e estávamos na final. Até ali atuações apagadas, apenas ajudando a equipe na marcação, ficando mais tempo no banco do que em quadra. MAS ERA A FINAL.

Joguei como sempre jogo. Final de mundial. Brasil x Argentina. Não importa o adversário. Eu gosto de batalha!

Entrei no meio do primeiro tempo e não saí mais. Pelo menos até que o juiz me pedisse gentilmente, com seu braço erguido e com o lindo cartão encarnado em sua mão. Quase um convite para jantar. Sim senhores. Fora expulso. Não importava mais. A equipe era muito boa, não tínhamos como perder.

E enquanto eu tinha essas preocupações totalmente indispensáveis minha senhora queimava seus neurônios naquela besteira de prova.

Por isso que eu casei com Ela!

Questão de prioridades.    

sábado, 3 de abril de 2010

Tudo acaba quando termina… Mas pode voltar!

Começou com um chute na cabeça do craque Henry. Então as discussões com outros atletas ficaram mais acentuadas. Ficaram frequentes os vetos a outros atletas, alguns trocaram até de continente para prosseguir na carreira de atleta. E no fim brigas com o presidente. Foi a gota d’água. Tive que me afastar do mais famoso clube da Zona Sul de Porto Alegre.

A vida é assim mesmo, tudo inicia, cresce, decai e morre.

Aconteceu comigo.

Vai acontecer com o Fossati.

Iniciou com as escalações ridículas, na esperança de Alecsandro ser um centroavante razoável. Depois começou a deixar o Giuliano no banco. Brigou com o menino Walter. E finalmente se estranhou com o todo poderoso Fernando Carvalho. Ele já caiu.

A vida é assim.

Mas eu voltei!

Um tempo fora da esquipe me fez um bem danado. Já na primeira partida da volta marquei 4 gols na vitória apertada por 4x3 contra a equipe dos namorados do Pedro. Se seguiram as atuações mágicas. Golaços, passes açucarados (nos pés de Charlie e de Pedrinho e mesmo assim os dois desperdiçam ridiculamente), viradas históricas e muito mais. Voltei para a vida de estrela.

Tu também podes voltar um dia Fossati.

Quem sabe um tempo fora do Internacional faça bem a Fossati. Talvez ele reflita e perceba o quão ridículo é escalar um 3-6-1 no Brasil. Talvez abra seus olhos sobre a ruindade de Alecsandro e Edu. Talvez veja que no Brasil não se vai a campo de terno e gravata num calor de 42 graus.

A vida é assim. Sempre no dá uma segunda chance.

O meu sofá, por exemplo. Um sofá de couro (ilegítimo), marrom, estiloso, confortável. O sofá no qual dormi muitas ciestas em Sap City. Meu companheiro. Mas vinha mal. Estava rasgado. Mal tratado. Feio. E sofria reincidentes críticas por parte de meus familiares e dos familiares de minha patroa. Ele era o Fossati. E eu era Carvalho. Só me livraria dele quando não houvesse mais chance de utilizá-lo. Ele iria até o fim comigo. Mas acabou.

Minha sogra nos presenteou com um sofá novo. Maravilhoso. 3 lugares, um mais cumprido que os outros. Cheirando a novo. É um Felipão!

Acabou.

Me livrei do Fossati. O joguei na sarjeta (literalmente, depois de meia hora já haviam dois moradores de rua deitados no meu tão amado sofá). Coloquei o Felipão dentro de casa.

A vida é assim.

sábado, 27 de março de 2010

Realidades (sempre) Paralelas

14:00 – Arena Sesi. Zona Sul.

Exatamente nesse momento eu entregava o último colete da minha equipe a Juliano P., dizia a Dudinha Rick que este iniciaria no banco (retaliação por suas faltas para com a equipe) e iniciava assim a partida contra a equipe de Henry, Tchutchuca e Rafa.

14:00 – Algum lugar de Canoas.

R. Saja passeava com sua namorada em uma agradável tarde de sol entre beijinhos e abraços.amor26

14:00 – Casa da minha sogra (eu espero!)

Minha senhora inicia o extenuante processo de feitura de unhas de mãos e pés.

14:30 –Arena Sesi. Zona Sul.

Minha equipe sendo triturada em quadra. Os adversários voavam. Gustavo fazia o que queria com nossa meia cancha. Henry fazia chorar nossa zaga e Rafa dava risada de nosso ataque (de asma). E nesse momento eu deixo a quadra no rodízio da rapaziada.

14:30 – Algum lugar de Canoas.

A paixão está em campo… R. Saja e seu amor tomam chimarrão enquanto conversam sobre assuntos do cotidiano. Talvez o casal Nardoni esteja em pauta, ou a queda de rendimento do Internacional.

14:30 – Casa da minha Sogra (tomara!)

Minha amada patroa discute entusiasticamente (quem a conhece sabe que ela é sempre entusiástica nessas situações) com minha sogra a pena do casal Nardoni.

14:45 – Arena Sesi. Zona Sul.

Já no final da partida o placar marca 2 gols a menos para nossa equipe. Volto à quadra para a saída do tão adorado Ronaldo Bebê. 4 minutos depois (e dois gols meus) estamos vencendo a partida.

14:45 – Algum lugar de Canoas.

R.Saja suspira amor. Transpira amor. Vive o amor.

14:45 – Casa da minha sogra (se Deus quiser)

A patroa desfruta de um café da tarde regado a salgadinhos do Zaffari e chocolates da Lacta.

15:05 – Arena Sesi. Zona Sul.

Agora entendo o que esse moço sentiu:romario

Sou apedrejado depois da partida. Ganhamos o jogo, mas fui vaiado e perdi totalmente minha moral. Até mesmo o goleirinho novo que arrumamos (que nem viu a bola em um dos gols que guardei) veio me gozar, dizendo que finalmente eu havia ganho uma partida. Vencemos. Sem glória! Fomos o Grêmio contra o Ypiranga de Erechim. Apenas vencemos. Não convencemos ninguém! Um anônimo (disse não poder ser citado na mídia por estar ilegal assistindo à partida) disferiu contra nós: “- Bah Pumba, hoje tá feio demais esse jogo! Aliás, quem é aquele grandão ali que te deu um ferro antes? Ele me cumprimentou, mas não lembro de onde eu conheço…”

 

15:05 – Algum lugar de Canoas.

R. Saja é o homem mais feliz do mundo. Um amor faz isso por um cara.

15:05 Casa da minha sogra (tenho certeza!!!!)

A patroa brinca com seu afilhadinho Léo.

 

Agora senhores! Faço dois questionamentos!

Nº 1: Qual destas três situações é mais prazerosa?

- Jogar futebol com a galera, fazer o possível e impossível pela equipe e depois ser apedrejado por companheiros e adversários?

- Sair com sua Gata para um passeio cheio de amor, carinho, afeição, risadas soltas, beijinhos e até mesmo, quem sabe, umas cositas más?

- Uma tarde gostosa com sua família, cercada por aqueles que o amam, cheio de discussões produtivas e petiscos deliciosos?

Nº 2: O que poderíamos dizer sobre nosso amigo R.Saja? Ele que nos deixou por um amor! Ele que nos trocou por uma garota! Ele, que foi feliz com o amor, ao invés de ir àquele incrível jogo de futebol! O que dizemos?

- Vai te catar R. Saja! Todos estamos sofrendo lá! Soframos juntos?

Ou então…

- É isso ae R.Saja! Siga teu coração! O amor ainda é mais importante!

 

Pois eu sou o primeiro a deixar resposta!

1 – Apesar de todos reclamarem sempre quando venço, gosto de jogar aquele futebol terrível!

2 – R.Saja. Vai te catar!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Dos julgamentos

Não tenho mais saco para esse casal Nardoni!

Mas ainda assim escreverei sobre esse assunto que está tão em voga para arrecadar um pouquinho da notoriedade do assunto para o incrível blog Filosofiassalgadas.Valdivia%20Nardoni

Para aqueles que não sabem, minha patroa é advogada (eu sei que é perigoso, o Bira já me falou!). E quando algum assunto como esses é tão divulgado, nós o discutimos entre uma roupa para lavar e outra ou no café antes de dormir.

Nesse episódio dos Nardoni é difícil chegar a um concenso sobre se o mais apropriado é mesmo que os dois sejam julgados por um júri popular (pessoas comuns que não tem bosta nenhuma para fazer e vão lá pra julgar outras pessoas que fizeram uma grande bosta), ou então por um júri técnico (Juizes, normalmente múmias, que se julgam a maior bosta do mundo). Eu penso que o júri deve fazer a justiça que a mesma não pode por impedimentos da própria lei. Ela (minha patroa) vai em defesa da justiça, que pode ser cega, mas jamais seria injusta.

Bueno, o júri popular terá a difícil tarefa de julgá-los, e o fará com toda a passionalidade que é típica de pessoas colocadas em grupos.

É como se a torcida do Internacional desse o aval na contratação ou dispensa de algum jogador. Já pensou? O presidente do Colorado deixa a incumbência de dispensa, ou não, do Alecsandro para os torcedores, logo depois de um 0 X 0 contra o famoso Serro do Uruguay. Ele já estaria a essa altura bem longe do Estado do Rio Grande.

Não que eu goste do Alec, o centroavante esgoto, a jogada vai ali e fica toda cagada. Longe disso. Mas se formos ver os números deste energúmeno, que é o q ue um júri técnico faria, deixaría-mos o moço trabalhar em paz.

Felizmente o futebol, como a vida, não é uma ciência exata.

E nós podemos julgar com toda a paixão que nos é possível. Portanto eu digo: “ADEUS ALECSANDRO!”

Outro fato que me fez divagar sobre o assunto do julgamento foi o jogo de ontem. AMIGOS DA ZNA SUL FC. X NAMORADOS DO BEBÊ.

Ao sair do local da peleia, depois de um empate em 7 x 7, fui alvo, por mim mesmo e meus colegas de equipe, de algumas críticas. Mais cobranças da minha parte, achando que fui muito mal. Naquele fervor do momento, só pensava nos dois gols na cara do goleiro que perdi (não é do meu feitio). Um deles até lembrava o que Charlie (negão) perdeu lá na Arena, quando um moço fora da quadra o apedrejou, dizendo que ele ruim demais, que saísse dalí, coisas assim, de júri popular.

Mas chegando em casa, com a cabeça fria, depois de um banho e um café quente concluí que não fui tão mal assim. Dos 7 gols que fizemos, 4 saíram dos meus pézinhos de camisa 10. Dois deles eu mesmo guardei, e outros dois foram passes açucarados para o Júlio Baptista dos Pampas e para Jean, o zagueiro sem radar, deixarem suas marcas sem nenhuma dificuldade. Nesse momento eu era o Juri Técnico.

Agora fique na dúvida: Devemos sempre julgar os outros no momento? Deixando nossos sentimentos (verdadeiros e intuitivos) nos levarem? Sendo um júri popular? Ou devemos parar e refletir sempre? Pesando tudo. Sendo um Júri técnico?

Difícil.

E Quanto ao Dudinha? Que nos deixou na mão? Damos um tempo pra ele na geladeira? (Se o deixarmos na geladeira ele vai limpá-la!)

Ou relevamos, recordando que muitas vezes ele estava lá?

E quanto ao R. Saja? Ele seria um craque? Julgando emocionalmente, como um júri popular, pela última atuação ele é o Júlio Cesar da Zna Sul. Ou seria um mão de pau? Se formos ver sua história, e julgá-lo por isso, soltou 12 entre 12 bolas que vão na sua direção. E aí??

Pois eu digo! Sou pura emoção! Sou mais o Júri Popular sempre!!!

Azar dos Nardoni! 50 anos de prisão!! Não importa se não tiver provas!

Eu tirei “zero” no jogo passado! Não importa o que eu fiz! E sim o gol ridículo que perdi!

Dudinha na geladeira! Azar o dele! E se engordar mais 10 quilos na geladeira vai apanhar na volta!

R.Saja é GÊNIO! E quem pensa o contrário, levando em consideração os 2.435 gols ridículos que ele tomou que vá se catar!

JÚRI POPULAR SEMPRE!

sábado, 20 de março de 2010

Da vida e seus ensinamentos…


Desculpa Equipe… Fui o responsável pela derrota, suada, mas ainda assim derrota que sofremos hoje. Assumo a culpa e que recaiam sobre mim os comentários ruins e as críticas ferrenhas.


A vida é assim.



Mas o que eu queria mudar mesmo não é minha atuação apagada… Minha atuação de Alecsandro… Minha atuação de Ronaldinho Gaúcho na Seleção (porque no clube é um leão, mas com a amarela é um gatinho). Não. Se eu pudesse voltar no tempo o que mudaria seriam minhas desdenhas a Ele. R. Saja.



Durante essa semana inteira bati nele. O ofendi, o humilhei, o chamei de peneira, de ruim, de tudo aquilo que machuca um goleiro “por dentro”. Esse mesmo espaço onde agora me lamento foi palco de duras críticas a Ele. Mas não foi o único.


Alguns não sabem, mas eu e R. Saja somos mais que rivais de campo. Somos amigões. Sabe aquele parceirão com quem tu conversa quando tá mal? Aquele que te anima, te ajuda, apoia moralmente… Esse. Nós somos assim. Vez ou outra tomamos chimarrão na redenção pela manhã. Sim leitores.


E não contente em ridicularizá-lo por meio eletrônico, o salguei pessoalmente. Apenas com uma cuia de chimarrão entre nós.


ESSE FOI MEU ERRO!


Dei armas a ele.


Imaginem a cena:


Eu, ele, uma cuia de chimarrão, pessoas correndo pra lá e pra cá, coroas batendo bola, fortões fazendo exercício, papais caminhando com seus filhinhos, aquela coisa toda, e o aquele assunto. O futebol. Eu dizendo que ele é só raça. Que lhe falta técnica. Que tem mãos de sabão. Que sai como louco do gol. Que tem que treinar mais, etc… Sempre sem salgar, claro, como forma de ajudá-lo! E ele sempre de ouvidos atentos, como um bom aluno. Praticamente um jovem monge ante seu Guru, afinal, sou profissional da área esportiva (sem me gabar, sou mesmo). Humildemente, ele escutava cada crítica, e sem eu saber, entranhava aquilo em seu ser. Alocava cada gota de raiva no corpo, para no momento correto cuspí-la em mim.


Conseguiu. Parabéns R. Saja. Sua melhor apresentação desde sempre. Penso também que sua paixão observando-o silenciosa teve grande participação nessa súbita melhora. E uma sombra, como bem disse F.Pato anteriormente nesse mesmo espaço, o colocou entre a cruz e a espada.


E a mim. Só me resta pedir desculpas, e o ensinamento:


Jamais desdenhe de um homem com garra. Pois essas garras podem ferí-lo. (ui tigrão!)



Ps.: Dudinha! Terá de amargar alguns bancos para voltarmos a ter confiança em você. Logo agora que é titio!? Pô!


Salguei.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Bem Vinda Julia

Nasceu a minha priminha. Filha da Ana, sobrinha do Dudinha (O Muralha da Tinga, para quem não conhece).

Nas duas últimas salgadas que coloquei aqui falava sobre o tempo, e agora vejam o que acontece… Ele dá as caras. Mostra suas garras. Envelhece o Dudinha de um segundo para o outro. E demonstra como a vida acontece. De milagre em milagre.

 

Humildemente, vou dar algumas dicas pra essa menininha linda que acaba de chegar. Eu sei que não sou exemplo para ninguém, nem tenho essa pretensão. Mas ainda assim tenho 25 anos de carreira a mais que a Julia, e tem duas coisas das quais entendo, o futebol (que não por acaso dou aula) e de pessoas (tenho contato todo dia com pelo menos 200 diferentes, já vi quase tudo!) estando dessa forma, apto para pelo menos dar um pitaco.

Guriazinha. Antes de mais nada. Não assista ao Jornal Nacional! Desliga a TV quando ouvir aquela musiquinha do início, e só liga quando for começar a Tela Quente. Não acompanhe também o Balança Rio Grande (ou o equivalente aí no ES). Não fica remoendo essas notícias ridículas que os caras adoram circular. Eu imagino o Editor do Jornal escrevendo o texto: –“AHHH com essa matança vai todo mundo andar se esquivando pela rua! HUAHUAHUAHUA”. A ignorância as vezes é uma bênção. A gente não tem medo do que não vê.

Vai para a praia sempre que tu puderes (mesmo que seja no Quintão). É o melhor repositor energético que existe. (Digo isso mas esqueço que a moça vai morar, por enquanto, à 10 minutos da Praia de Manguinhos, uma prainha muito bacana do litoral Capixaba).

 

E sempre que tu puderes assiste a um jogo da gurizada.

Pronto. Tudo que uma pessoa deve fazer para ser feliz.

Os jogos da gurizada, seja lá onde forem, serão sempre de uma gama incrível de sensações.

No início um drama. Será que R. Saja (mãos de peneira) irá ao jogo? Como será a atuação de Henry? Choradeira ou enceradeira? E Fábio (o organizador)? Será que calibrou sua máquina de lançamentos? E tchutchuca?? Perdera os 12 quilos a mais?? E eu?? Estaria nos dias de calmaria ou com espírito de luta livre?

Quando inicía-se a partida começa a comédia. Um gol perdido de dentro da goleira (pelo nosso afro-brasileiro preferido). Uma bola que tinha adireção da linha de fundo, e depois do empurrãozinho de Saja entra no próprio gol (o hilário era ele tentando desesperadamente evitar a cagada, e depois a cara de quem percebe que será salgado demais no pós-jogo).

E no final (12 a 1) começa a guerra! Uma cabeça chutada sem nenhum escrúpulo. Um carrinho voador, que pega quase na cintura, desferido sem pensar duas vezes. Um chute do goleiro direto nas pernas do atacante, sem visar nem por um segundo a bola. Enfim, um retrato fiel da batalha no filme 300(excelente diga-se de passagem).

Depois de muitas risadas assistindo àqueles animais se degladiando, só um Xis do Cavanhas com mmmuuuuiiiitttaaa maionese (a melhor do mundo) para terminar bem o dia.  

Para terminar: Duas coisas.

1- Parabéns Dudinha Rick! Agora tu é titio!

uisahshaishishaiushaiushaihsihsia

Pelo menos usa a Julia como chamariz para as garotas na redenção!

2- A vida é incrivelmente legal. Apesar de todas as porcarias com as quais a mídia quer que a gente fique se preocupando.

Um abraço a todos!OgAAAHbUjwcTdh7Yt081dF18Bez2MfNpNNeVqWdJR_Up5ZVMMyF7bq2Mo8o2G-YV38bNIPjSMspXEVtA71QEC7zHpkYAm1T1UG3J_SSCRf0ylVfKMDE4DbALQ0wc

domingo, 7 de março de 2010

Eu disse que dava uma salgada…

     Meu amigo e autor do blog co-irmão do Filosofias Renatito (ou R.Saja como ele gosta de ser chamado) me disse, ao ver o novo layout desse diário cibernético, que a foto encabeçando este o leva a várias lembranças, ao que lhe respondi: “Essa foto dá uma salgada…” Pronto.

 

  Ainda no espaço internético a qual me referia, R.Saja falava sobre o tempo, e como ele é diferente para uns e para outros. Versarei sobre o tema do tempo, e por incrível que possa parecer, concordo plenamente com esse goleiro de vôos magníficos. O tempo é totalmente diverso nas formas como age.

 

Vejamos na foto em questão:

Primeiro falarei da minha pessoa. Nessa época sofria da síndrome do recém-namorado. Aquela onde o cara dá uma relaxada e como um balão ligado à uma mangueira de gás hélio, enche e fica redondo. Passou…

  Seguindo da esquerda para a direita temos Lilian, digo Lilo. Na data da foto tenho a impressão de que o moço ainda não tinha alcançado os 35 quilos, tal era sua forma de solitária (aquela lombriga pra quem não está habituado com a nomenclatura), nem tampouco a condição de iniciado no sexo… Eu acho…

  Roberto, digo Renato: Naquela época o cara ainda se alimentava de carne e não era um eco chato (nem catava mariscos na praia, não permitindo sua reprodução, bom deixa pra lá…), mas o tempo o fez bem também, agora é um cara apaixonado (algo inimaginável àquela época).

Dili… Bom com este o tempo foi um pouco insensível. Está, digamos assim, com um “look mais experiente”, o que algumas vezes o ajuda com as garotas, mas eu penso ser um pouco desagradável aos olhos.

Cachorro. Dizem que Deus é pai. Mas com o cachorro o tempo foi um Paizão, porque com 38 anos é difícil ter aquela carinha de 29!

Dudu… O tempo fez dele um gurizinho magrelo e feio, um negão magrelo e feio, que tá surfando muito.

E o Fox na época da foto ainda não tinha feito aquele moicano canalha!

 

Bueno… Vou além da foto!

O tempo para alguns de nós passou e para outros parece que não. Teta por exemplo, continua um gordinho canalha que quando entra em campo todos dizem: –“Ahh pára… Esse gordinho não joga nada!” Aos quais o cara responde com uma bicicleta, ou um petardo do meio da quadra. Charlie continua o mesmo motorista de carrinhos voadores. F. Pato, a nova sensação do gol, quando está na linha segue fazendo seus lançamentos sem nenhuma direção ou objetivo.

Pois eu… Bueno. O tempo é tão maluco, que agora estou escrevendo num blog e tenho até Twitter!

O tempo é inexorável. (seja lá o que isso signifique!)

quarta-feira, 3 de março de 2010

2010 – O ano (re)Começou!!

   O ano começou realmente agora dia 1º de março. Antes era aquele lance de comemorar o ano novo, ir pra praia todo o findi, curtir as férias (necessárias diga-se de passagem), vadiar bastante e aquilo tudo que a gente tanto gosta. Bom. Isso é durante a menor parte do ano. Agora sim… Nós temos mais 10 meses de trabalho, sonolência, pressão, chefe, horário, e o resto todo que não gosto nem de lembrar.

Mas o que eu queria falar nesse espaço quase só meu (soou meio gay), é que esse ano começou muito bem pra mim – sim eu sei que vão me chamar de individualista e de egoísta, devido aos terremotos no Haiti e no Chile, ou às enchentes, ou aos desabrigados na rua, ou ao Faustão que queimou suas ricas mãozinhas com o protetor solar importado que ele comprou – bueno… Isso aí não estava ao meu alcance, então os meus críticos que vão se catar! O negócio é que esse ano consegui fazer algumas coisas bacanas…

  Primeiro no futebol:

No mesmo dia, durante a manhã fui o rei da quadra de cimento mais bagaceira da redenção! (E quem já jogou lá sabe o quanto o cara se sente bem tendo uma boa apresentação naquela laje sagrada!) Pela noite tive uma apresentação quase brilhante na quadra do Unidos da Zona Sul, com três foguetes no travessão, três gols, goleada no time do Henry (se quiser ganhar joga no meu time na próxima) e nenhuma briga!!!

  Na vida:

Estou morando em um lugar muito bacana, com uma patroa que me faz muito bem e curtindo quase todo dia um fim de tarde de corrida e chimarrão na redença… Estilo de vida é isso ae!!!!

Compramos um “LEK TOK” – como diria o Brother Away- irado…

Perdi uns 3 quilos – tava precisandoo

Sendo assim, resolvi até reativar minhas salgadas e venho pensando em uma nova saga para os garotos do Caverna do Slagão, agora mais no estilo Coimbra… Vamos ver no que que dá…

Além disso, agora tô no Twitter! O nome é SALGADAS… me sigam!

siuhasiuahishaihsiahisa

Que Barbaridade!

Quero desejar a todos muito boa sorte nessa ano. Que os senhores sejam tocados em seus íntimos (sahisaisahsiuahsuiasihasiuaihsiuasa) pela força superior (e não me refiro ao Dudinha).

PS.:Feliz aniversário Lewe!