sábado, 26 de setembro de 2009

Feliz Aniverário Charlinho!!!

Novamente dou um tempo nas mais incríveis aventuras do mundo para felicitar um dos irmãos mais queridos do nosso círculo...

Charlie, Preto Bomba, Letrinha, ou simplesmente Negão.

Um homem de caráter, divertido, e apesar da pequena deficiência mental (da qual ninguém gosta de falar, mas como amigos podemos) extremamente inteligente.

Charlie tem poucos defeitos:

- "Pô Charlie! Onde tu anda??? Tamo te esperando já faz meia hora!"

-"Saí de casa agora em meia hora tô aí!"

Uma hora depois...

-"Tá e ae??? Onde tu ta??"

-"Peguei o ônibus agora..."

-"Putz, uma hora atrás tu saiu de casa!!!"

-"Tá meu, sem pressão! Vai te catá!!"

Quatro horas depois, já na balada...

-"Bah vocês são foda! Não me esperaram!!!"

-"Pô a gente esperou 3 horas por ti!"

-"Eu disse que já tava chegando!"
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E é sempre assim, ele é corno mas é nosso amigo. Por isso dedico uma canção para esse excêntrico personagem de nossa história. O irmão negro da galera.

Parabéns Charlie!

http://www.youtube.com/watch?v=KW21zOzhY0E&feature=player_embedded#t=199

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Capítulo 7 - Navegantes Bar e Resôrãnt

Depois de uma trégua para arrumar a casa (literalmente) volto a escrever um capítulo da mais incrível jornada jamais escrita depois do Senhor dos Anéis.

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Finalmente os meninos seguiram em seu caminho rumo ao desconhecido e ao incompreensível, e enquanto caminhavam em direção a loucuras nunca dantes pensadas cada um tentava em sua cabeça compreender por quê foram aqueles seis e não outros os escolhidos para tão estranha aventura.

Dormiam sob a copa de um velho carvalho, Guile ainda apagado do leve “encostão” que recebeu de Charlie, este continuava sentindo os efeitos colaterais do Goró Mágico que ingeriu já faziam três semanas.
Salgmano, Roberto e Contrinha discutiam formas de se defender de possíveis ataques de lunáticos como Bafio, Lujiano só conseguia urrar de tempos em tempos "IIIIRRRúúúúllllllLLLL!!!" como se fosse um mantra.
A fome e o frio da noite começavam a incomodar nossos heróis. Moustache reclamava o tempo inteiro “-ô, eu to com fome!!!”, como se os outros fossem sua mamãe e tivessem a obrigação de alimentá-lo. “-Todo mundo tá Moustache, não enche o saco...” respondiam os outros. Alguns não estavam acostumados a se virarem sozinhos, não como Salgmano que, em suas próprias palavras, “-COMIA ATÉ PEDRA”.


Foi então que começaram a escutar ruídos estranhos vindos de lado algum. “-Psiiiuuuu”, disse Salgmano pedindo silêncio para que pudessem discernir do que se tratava o barulho agourento. -“Qué issaê?!” disse violentamente Charlie. “-Pôuuurrraaa... tô falando pra vocês que tô com fominha!” Urrou Moustache, e todos perceberam que o som vinha diretamente da barriguinha peludinha dele.
“-Vamos procurar algo pra comer antes que esse duente coma o Guile” sentenciou Roberto. “-Vamo mêso” concordaram os outros.

Andaram algum tempo a esmo procurando qualquer vestígio de civilização até que se
encontraram na entrada de um vilarejo.
Não havia nenhum ser humano pelas ruas e as casas pareciam ter sido desabitadas a milhares de anos, a não ser por uma luzinha em um estabelecimento que lembrava um restaurante. “-Vamo vê se tem rango lá” e quando pararam à porta um grunhido parecido com os do Moustache saiu lá de dentro:

“-Vamu entrandu gurizada bunita!”.

Detrás de um balcão mais sujo que pau de galinheiro falava um homem com um “olho viajante” (enquanto um olhava para o alvo da conversa, o outro girava para o lado que bem o convinha).
“-Bem vindos ao NAVEGANTES Bar & Restorânt! Eu sou o Navegantes!” disse mostrando todos os dentes (que facilmente foram contados, já que não passavam de 5).

“-Nós queremos comida!” Rosnou Moustache.

“-Aqui nós só servimos arroz de puta pobre” respondeu Navegantes.

“-Aahhh não...” adiantou-se Salgmano “...Issaê eu não como!!”

“-Ué... a bixinha vai fica se fazendo?!!” salgou Charlie “Num era tu que Comia até pedra?”

“-Bixinha, bixinha, bixinha...” salgavam todos (até mesmo Guile que acordava por instantes e
voltava ao seu soninho).

“-Tá bom, tá bom, vamo come esse troço mesmo, azar.”

“-Já estou indo preparar a comida para os senhores” e com isso Navegantes saiu provavelmente
para a cozinha. Nesse momento os meninos perceberam que além de tudo o homem tinha um perna que pisava no buraco.

“-Vocês acham que esse cara é dos nosso hein?” Perguntou Charlie, que carregava Guile na
paleta como um sacão de bosta.

"-IIIhh sei não hein mano... por aqui num dá pu cara fica di bobera queces homi..." disse com sua sabedoria das ruas Lujiano.

“-Não sei cara, mas pelo menos o Moustache vai parar de lançar olhares de faminto para o Guile.” disse Salgmano.

“-Mas o cara é mais feio que encoxar a avó no tanque!” Salgou Contrinha.

“-Olha quem falando...” respondeu Roberto “... e além disso, feio por feio, o Moustache é o
Demônio do lado avêsso e tá cum nóis ae.”

“-É, isso é mesmo.” Ponderaram os outros.

Navegantes voltou com seu estranho mancar e deixou todos menos apreensivos ao informar: “Ó gurizada, o rango já vai sair...” e se sentou ao balcão com um ar de que sabia algo sobre os muleques.

“-Já vou te pagar antes seu Navegantes” disse-lhe Salgmano mostrando-lhe algum dinheiro em uma mão.

“-COMO ASSIM?!!?” perguntou com o olho bom espantado (enquanto o outro girava feito um pião), “-COMO VAI ME PAGAR ANTES??”

“-Ué... vou pagar antes, não pode?” surpreendeu-se Salgmano.

“-Poder... Pode, é que eu não estou acostumado com isso. Aqui o pessoal primeiro come pra ver se o grude ficou legal.”

“-Nós confiamos no senhor.” Tranquilizou-o Roberto.

Acertaram o preço e os meninos pagaram ao taberneiro, nesse momento saíram de dentro da cozinha três homens, cada um com uma grande panela fervente. Navegantes indicava uma mesa aos garotos com seu olho lúcido e, mancando, se dirigiu à mesa, onde se colocou à cabeceira pedindo aos moços a sentarem-se ao seu lado.

“-Tu não vai come a minha parte!” disse-lhe rudemente Moustache, jogando-se à panela como um animal.

“-Cala a booca.” Falou Charlie ao desferir-lhe um pequeno cotovelasso que o jogou longe da
mesa.

“-Não Moustache, não vou comer com vocês. Mas tenho um aviso do Mestre dos Tragos para vocês!”

“-OHHHH!!” todos espantaram-se. Contrinha quase morreu engasgado com uma grande colherada que havia enfiado na boca. Roberto que dava comidinha na boca de um Guile ressonante parou com a colher no ar como que paralisado pela surpresa.

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E agora? Qual será o aviso que o estranho Navegantes tem para os garotos? Por quê o Mestre dos Tragos não foi pessoalmente avisá-los?? E ainda, quando Guile vai deixar de ser vagabundo e voltar a caminhar com as próprias pernas?
Veja como nossos heróis conseguirão responder a essas intrigantes perguntas no próximo capítulo!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A volta do capitão

Dou um tempo com a já famosíssima Caverna do Salgão para poder comentar sobre a volta do maior capitão de todos os tempos.

Já se passavam três meses de jogos sem graça, partidas mornas, pós-jogos sem discussões, uma monotonia sem tamanho, quando finalmente ele voltou. Não para uma partidinha comum, não para uma confraternização, ele foi chamado em um momento de desespero, um momento em que só um homem poderia dar conta do recado. Ele foi chamado para a guerra.


O treinador sabia que só poderia vencer se contasse com seu capitão. O único em quem poderia confiar para ser a chama que acenderia o fogo da equipe, o homem certo para o momento certo. Uma tarefa difícil, e sem ele, impossível.

Eles enfrentariam uma batalha contra seres estranhos liderados pelo “Anão Relâmpago” (também conhecido por Pedrinho), ladiado por seu fiel escudeiro “Choradeira”. Ainda contavam com um craque do passado “Stoichkov” (ex-Barcelona), contratado com a promessa de ser o árbitro da partida e machão do jogo (você sabe como esses Europeus do Leste gostam de mandar). Tinham na linha de zaga uma parede, um grande jogador que lembrava Cláudio Caçapa (aquele Negão gigante que batia até na mãe lembram?!). Além dos outros estranhos jogadores que faziam parte do elenco.


Quando o treinador pensou em ligar para seu capitão, sabia que seria difícil convencê-lo, um homem com o coração ferido. Um homem que nunca fez mal a uma mosca, e naquele lugar havia sido hostilizado por pessoas de caráter duvidoso. Mas ele sabia quanta falta faria seu braço direito. Ninguém faz os olhos dos jogadores pegarem fogo como seu capitão fazia.

Ligou.

-“Alô”

-“Capitão, preciso de você.”

-“Já se arrependeram das barbaridades e constrangimentos pelos quais me fizeram passar?”

-“Não.”

-“Tô fora...”

-“Calma, calma.”

-“Fala rápido porque eu estou ganhando uma grana do Boca Juniors”

-“Capitão, tu terás a chance de bater neles!”

-“Quero levar alguns guerreiros do meu exército.”

-“Faça o necessário.”

-“Eles vão chorar no final.”

-“Se tiver que ser assim...”

-“Até lá.”

-“Obrigado, capit...”

-“...”

O final da história todos já poderiam prever, e viram se confirmar.