sexta-feira, 2 de julho de 2010

Aprendizes… Nada mais que isso…

Viajamos. Conhecemos novas pessoas. Vemos novos filmes. Lemos outros livros. Inventamos novas formas de viver, de amar, de lutar. Criamos máquinas que lavam nossas louças, que nos carregam de um lugar ao outro, que fazem nossa comida, que pensam por nós. Evoluímos!

Toda nossa evolução não nos serve de nada.

Continuamos sendo aprendizes, nada mais que isso. Aprendizes da vida.

A paixão por exemplo.

Encontramos uma garota. Olho no olho. Nervos à flor da pele. Suor. Mãos tremendo. Tudo isso pode se dizer de um garotinho de 15 anos, mas quando ele tiver 48 e ainda se apaixonar sentirá a mesma sensação de “será?” E por mais experiente que seja vai arrumar a gravata, se olhar no espelho e dar aquela ajeitada no cabelo dizendo para si mesmo ou para Deus ou pro parceiro do lado: “deseja-me sorte”.

Somos assim. Eternos aprendizes. Não nos acostumamos com as situções que com certeza vão acontecer conosco.

A morte.

Única coisa certa no mundo (até que os cientistas de um laboratório na Índia digam o contrário). “Nós todos vamos para o mesmo lugar”. “Ninguém fica para semente”. “Chegou a hora dele”. Todas essas frases que fazem muito sentido, quando são ditas aos outros. Quando a atarefada senhora de preto vem buscar algum de nossos queridos amigos nada disso faz sentido, parecem letras jogadas ao vento ou ao acaso em uma folha de papel.

Continuamos aprendendo. Uma lição de cada vez. Mas como eternos aprendizes, nos parece uma nova equação cada uma das vezes.

Finalmente: O Futebol.

Nosso time do coração (seja ele qual for) joga 6 campeonatos todos os anos e, a menos que alguém seja torcedor da Internazionale de Milão, nunca consegue vencer nem a maioria. E ainda assim sofremos como se nunca mais fosse haver outro jogo e que nossa equipe fosse fechar as portas no dia seguinte.

Sempre terra arrasada. Sempre uma nova lição que insistimos em não aprender. Estamos errados em não aprender?

Quando 32 seleções se juntam para disputar o mais importante dos eventos esportivos do Mundo parece razoável que cada um tenha uma chance de vencer. Mas NÃO. Nossa incrível dificuldade em aprender não nos deixa pensar dessa forma. O Brasil caiu. E minha alma de ser humano chora, mesmo sabendo que daqui a 4 anos vou viver esse momento novamente com os mesmos pensamentos, mesmo nervosismo, e mesma certeza de vitória.

Nunca vou aprender que os outros também têm o direito de vencer!

Choremos a morte da Seleção, mas só até a próxima Copa.

Não aprendamos a aceitar a derrota!

Os mais reais de nossos sentimentos são a frustração, a raiva e o ódio da derrota e só eles nos levam a tentar mais bravamente!

Continuemos sendo humanos e sentindo.

Isso é Futebol. Isso é ser Humano. Isso é vida. 

Um comentário:

  1. belas palavras... mas poderia ter resumido assim: "PAU-NO-CU DO FELIPE MELO!!"

    abraço...

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