domingo, 26 de julho de 2009

A Caverna do Salgão 4° Capítulo - Bafio o Organizador

-"Acorda Guile!!!", gritava Salgmano tentando, sem sucesso, acordar o coitado que foi facilmente abatido (sem querer) por Charlie.

Enquanto isso os outros tentavam se livrar da loucura em que se viam enfiados, com muitas criaturas correndo e saltando à sua volta. Contrinha tentava comunicar-se com os estranhos seres em todas as linguagens anglo-saxãs que conhecia. Moustache se livrava como podia dos endiabrados viventes. Roberto batia seus braços no ar como se fosse um idiota (da mesma forma como fazia quando era o guarda-redes no futebolzinho dos rapazes). Salgmano e Charlie tentavam proteger Guile que jazia estatelado no chão, sua cara começando a inchar no lugar onde Charlie o fizera o "carinho".

Aquela baderna prosseguiu durante alguns minutos, até que de repente ouviu-se um grito ao longe "não te mexe, senão eu erro!!!", e quando olharam para cima uma estranha forma esférica passava longe de suas cabeças.

De trás de uma grande árvore apareceu um homem, seus cabelos louros esvoaçantes ao soprar do vento faziam os meninos lembrarem-se do HE-MAN, figura lendária das manhãs de qualquer garoto. O homem chegou mais perto e com um apito de árbitro de futebol deu um comando ao qual os estranhos seres estacaram, deixando nossos heróis cercados por todos os lados. Ele carregava um saco de bolas de couro, com costuras por todos os lados e sangue pingando.

-"Meu nome é Bafio Siniciuv, sou o maior organizador de jogos de ÁLCOOLBOL de Sombrio, e de agora em diante vocês serão meus atletas!" disse com uma estranha calma, aquela de quem está "por cima da carne seca" (no dito popular).

-"Pô cara, até que a gente gosta de praticar um esporte..." disse Roberto com seu ar displiscente de advogadão "...mas agora a gente tem uma missão a cumprir, então se V.Sra. nos desse licença, temos um caminho a trilhar".

-"SUIASHUIASHUISHAUIHSUAI..." riram desdenhosamente os seres viscosos (não o Guile, que também é viscoso, mas tava apagado) "... ninguém escapa do ORGANIZADOR!!!!" disseram em coro.

-"Você não pode nos forçar a praticar uma coisa que nem mesmo conhecemos!" Colocou Salgmano com sua já tradicional sabedoria.

-"Eu posso fazer qualquer coisa, rapaz! Mas vou esplicar-lhes do que se trata o jogo. Cada atleta recebe uma bola de couro de Salmão..."

-"Hey man! Salmão não tem couro! Eu sei porque já me deliciei com os salmões Ingleses e ..." Ia dizendo Contrinha quando foi atingido por uma garrafada na cabeça.

-"Não contrariarás o ORGANIZADOR!" disseram os seres novamente em coro.

-"Tá bom, OK, All Right" respondeu se contorcendo Contrinha.

-"Depois que cada um receber a sua bola de couro de salmão", continuou Bafio,"Todos tomarão o Goró Mágico, uma cachaça de atuação rápida que deixa o vivente totalmente embriagado instantaneamente. Quando estiverem todos "chumbados" cada um faz um lançamento. Quem conseguir lançar sua bola com menor direção possível, vence o jogo."

-"Mas dessa forma o senhor perderá todas as suas bolas no primeiro jogo", retrucou Roberto.

-"Não, menino ingênuo, esses que estão cercando vocês são meus prisioneiros, eles são conhecidos como MENINOS DO CONDADO! São eles que buscam as bolas no final de cada partida! E quando um deles não mais serve como buscador é sacrificado e continua conosco como 'colaborador'." Depois de dizer isso levantou o saco com as bolas, ao que todos entenderam de onde vinha o couro de salmão.

-"Puta Pariu! Que jogo idiota! Só gostei da parte do Goró!!!" Retrucou Charlie, que também recebeu uma garrafada na cabeça, sem que essa lhe fizesse nem cócegas.

-"Pô, se tem Goró de graça eu fico por aí." Disse Moustache débilmente.

-"Ô Moustache! Tu tá de sacanagem! E o que nós vamos falar pra tua família?? Que tu preferiu ficar num mundo perdido só por causa da "Cana FREE"!? Tu é um idiota!" Respondeu Salgamano indignado.

-"..." "..." "É pensando bem... Eu acho que não vou ficar não..." disse Moustache depois de muito refletir.

-"Idiota". Resmungaram todos baixinho (inclusive Guile, que só salgou e voltou ao seu sono de cinderela).

-"SUAHISHAUISHAUIHSAUIHAISHAIUHSIA" riram os Meninos do Condado "Ninguém escapa do ORGANIZADOR!!!" em coro.

Nossos heróis tentaram conversar com os Meninos do Condado, mas perceberam que eles foram ipnotizados por Bafio. Em uma tentativa desesperada de conseguir seguir seu caminho Roberto tentou negociar com o ORGANIZADOR:

-"Quem sabe se nós fizermos uma disputa pela nossa liberdade?"

-"E se eu ganhar?" Perguntou Bafio.

-"Se tu ganhar ficaremos jogando eternamente contigo, e tu ainda vai poder pegar o couro do Moustache para uma bola nova!" Atacou Roberto.

-"Grruuunnnpppffff???" Rosnou Moustache.

-"Isso ae!!!" Bradiram os outros (Guile novamente despertou, salgou e mimiu).

-"...Huuummm... Esse couro aí não vale nada!" Retrucou Bafio.

-"Tá então tu pega o do Contrinha também! Pô, um courinho internacional, poliglota, e biriri..."

-"What?!", perguntou Contrinha.

-"Fica frio," ponderou ao ouvido de Contrinha Salgmano "confia no Roberto, ele deve ter um plano. Ao que Contrinha se acalmou.

-"Tá beleza, então! Eu nunca perdi nesse jogo mesmo!" Confirmou Bafio. "Vamo pro jogo! Quem de vocês será meu adversário?"

Os heróis da Saga fizeram uma pequena reunião para discutir quem teria os melhores predicados para derrotar Bafio no jogo que não conheciam. Já de cara descartaram Contrinha por ser muito fracote. Salgmano também foi preterido por sua reconhecida fragilidade para com o álcool. Guile continuava em seu soninho de beleza. Moustache não foi escolhido porque tomaria todas as garrafas de Goró Mágico e nem saberia onde está. A disputa ficou entre Roberto e Charlie.

-"Vai tu Charlie!" pediu Salgmano, " O Roberto sempre que enche a cara começa com aquele papinho de que ninguém compreende ele e blábláblá, e não vai conseguir terminar a tarefa!"

Roberto pensou em protestar, mas Charlie já ia passando por ele para se preparar e desferiu-lhe um pequeno golpe de ombro que quase o demoliu. "É, eu também acho que o Charlie seria a escolha mais acertada." Resignou-se.

Os dois competidores se prepararam colocaram suas bolas a uma pequena distância e ingeriram suas respectivas doses de Goró Mágico. Charlie imediatamente começou a bufar e rosnar "Salgmano, acho que eu vou morrer", dizia baixinho como uma súplica, ninguém entendendo o por quê. Bafio, por outro lado, parecia estar acostumado com aquela situação. E foi ele quem começou.

Ele correu pra bola gritando e bufando: "Não te mexe, senão eu errooo!" e desferiu seu chute. A bola tomou uma direção incrivelmente torta, tanto que os Meninos do Condado demoraram 5 minutos para encontrá-la.

Quando Charlie se preparava para desferir seu golpe Roberto chegou ao pé do ouvido dele e sussurrou: "Imagina a cabeçorra do Moustache no lugar da bola". No mesmo momento Charlie parou de sussurrar sua loucura, seus olhos se injetaram, ele soltou um urro, correu para a bola e mandou sua patada.

A bola fora tão longe que um dos Meninos incumbidos de buscá-la não voltou e os outros disseram que seria impossível trazê-la de volta.

Bafio Siniciuv então, deu seu braço a torcer e fez sua parte no trato liberando a rapaziada para seguir seu caminho. "Têm certeza de que não querem deixar o Moustache?" perguntou ainda.
Todos pensaram durante uns dez minutos fizeram outra reunião e finalmente Salgmano falou: "Ele é corno, mas é nosso amigo".

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E com essa prova de amizade, nossos heróis seguiram em sua jornada, sempre guiados pelo olfato infalível de Moustache. Com um dos guerreiros ainda abatido. Seus corpos sedentos por uma cervejinha (menos Charlie que estava com uma dor de cabeça do diabo!). Mas com suas almas mais fortes do que nunca.

Até o próximo capítlo... Obrigado Tchau!

www.oceanopensante.blogspot.com (blog do canalha do meu sócio de C.D.S.!)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Aviso!!!!

Atendendo à pedidos estou esclarecendo que a novela virtual "A Caverna do Salgão" está sendo escrita em conjunto com o blog oceanopensante, do Renato. Então um capítulo está aqui e o outro lá e vice-versa...
Agora, por favor, Renato... Pára de me azucrinar!!!!!!!!!!
Obrigado, tchau.

domingo, 12 de julho de 2009

A Caverna do Salgão - 2° Capítulo

"-Cerveja! Eu quero cervja!!!!!" Urrava Moustache, correndo abestalhado na direção da estranha Aurora.

"-Calma idiota!" Disse Salgmano com toda a sabedoria, enquanto Charles tentava segurar um babado Moustache. "-A gente não sabe onde está temos que pensar no que vamos fazer."

"-Isso aqui não tem nada na volta, não tem nada pra lado nenhum e lá no horizonte tem uma montanha de cerveja (tomara que Bohemia), qual a tua opinião? Ir ou não ir à montanha de cerveja?" Perguntava calmamente, mais para si mesmo do que para os outros, Guile, sempre com seu jeito de perdido nas estrelas.

"Bueno... Já que todo mundo tá de acordo vumbora. Mas fiquem ligados. Vamos deixar o Moustache ir na frente, porque se algum monstro aparecer ele se assusta e vai embora (o monstro né), e se não se assustar ele come o Moustache. Não vai fazer falta mesmo." Disse seriamente Salgmano.

"É verdade." Concordaram todos, menos o Moustache, que ficou com um ar de "o que será que ele quis dizer?".

Quando seguiam já a algum tempo por um caminho poeirento, sem nada pela frente, nem nada em suas costas, Contrinha balbuciando alguma canção anglo-saxã, Guile resmungando besteiras sem nenhum (nenhum mesmo) sentido, Charles divagando sobre seu tempo de exército e Roberto enchendo o saco com uma estória de loira que ele iria pegar e blablablá, escutaram alguns assovios, gritos, música ruim. Todos estacaram, perguntando-se o que seria aquela bagunça. Continuaram mais devagar e com Moustache mais à frente.

De repente de uma pequena colina que existia no caminho avistaram pequena casa toda aberta e barulhenta. Aproximaram-se sorrateiramente, observaram os movimentos, o som ficava mais alto. Era o hino do Internacional. A casa fedia mais a cada passo que davam. Chegaram à porta. Bateram. Nada... Bateram de novo. Nada outra vez.
"-Vou entrar!" Disse Salgmano. E quando girava o trinco foi tomado por um bafo incrível de cana. Todos olharam pra trás quando um homem começou a berrar e assoviar completamente bêbado.
"Dae gurizada! Ondé que ceis ium!? Num ia intrá na minha casa néuo!?"
"Não... Jamais!!" Disse Contrinha todo borrado.

Depois de passado o susto, o homem convidou os meninos a entrar em casa, ao que eles declinaram (mais pelo fedor do que por medo), sentaram-se em volta do rádio, que tocava sem pudores, no máximo volume, o hino do rolo compressor. Tomaram uma cachaça muito forte que o estranho homem os ofereceu enquanto ele falava com um ar ébrio.

"Molecada... Meu nome é José Límpido dos Tragos, também conhecido por Só Zé. Fui designado para guiá-los por Sombrio, esse mundo onde vocês se encontram. Nada do que vocês conheciam serve como experiência aqui meninos. Esqueçam seus medos. Temam sempre o desconhecido. Cada um de vocês receberá um DOM especial que será descoberto durante o tempo em que estiverem aqui. Sua missão é derrotar o Imperador do Mal, homem sem escrúpulos que transformou toda a cerveja de Sombrio em um gás esquisito (disse isso apontando para a aurora que os moços viram antes). Sempre que necessário eu aparecerei completamente bêbado para ajudá-los a escolher o caminho correto. Nesse momento só posso dizê-los que enquanto virem a cerveja no céu tentem seguí-la, e quando não puderem ver confiem no olfato de animal de seu amigo Moustache, que é um grande imbecil, mas consegue farejar álcool a milhas de distância."

"Tá perae", disse Contrinha. "A gente não vai levar a sério o que esse bêbado fudido tá dizendo né?!"

"Cala a boca, seu Londom bixinha". Falou Salgmano baixinho, cutucando Contrinha.

"E a loira?" Perguntou Roberto.

"Que loira rapaz?! Tu é retardado???Quem foi que trouxe essa merda?" Perguntou Zé.

Se desculpando Salgmano disse: "-Pô, foi mal seu Zé. Não leva a sério. Eles são meio tapados, mas são parceria. Mas e ae? agora a a gente vai ficar assim? Sem nada pra comer, nada pra beber, e andando por aí como uns bêbados atrás da cerveja perdida?"

"É isso garoto. Vocês agora são a única chance desse mundo de voltar a encher a cara. Vocês poderão salvar a todos os habitantes de Sombrio de uma vida sem chinelagem noturna, sem um trago depois do futebol, sem uma gelada no fim de semana. É isso. Vocês agora sabem porque vieram e sabem o que devem fazer." Ele ia sainda, quando voltou cambaleando e disse: "-Ahh, lembrei. Me chamem de MESTRE DOS TRAGOS."

"-Como assim?" Perguntava Guile, novamente mais pra si do que para os outros.

Quando todos olharam para ele e devolta para onde estava Zé, este não estava mais lá, parecia ter evaporado com o álcool que bebia.

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Os meninos deixaram a casa do Mestre dos Tragos e seguiram, já quase sem a luz dos sóis (cinco que podiam ver), na direção da Ceva Perdida. À sua frente, uma floresta cheia do desconhecido. Às suas costas, nada porque eles eram machos afuzel. Mas ficaram mais tranquilos ao saber que tinham compania e alguma coisa para beber, já que Zé os deixou uma garrafa de cachaça que não parecia ter final.

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Não deixem de acompanhar as loucuras dessa rapeizi no blog co-irmão (e rival) oceanopensante.blogspot.com

Obrigado, Tchau.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A Caverna do Salgão - Folhetim Eletrônico

Era uma noite escura no sombrio mundo paralelo onde os seis meninos foram jogados.
Não sabiam nada sobre onde ou por quê estavam ali. Apenas sabiam que tinham saído de uma estranha noitada em uma dessas casas apertadas da Cidade Baixa, onde bebiam cerveja de baixa qualidade e se chacoalhavam ao melindroso bater de tambores da música de Jorge Ben Jor, e catapultados para uma queda constante findada em um chão orvalhado e com uma grama baixa, onde agora acordavam atordoados (não tanto pela cerveja Nova Schin e sim pela queda).

Eles eram Guile - Um menino de inteligência acentuadíssima, mas com uma vontade imperturbável de fazer porra nenhuma.
Moustache - Um cara que seria considerado normal, não fosse pelo incrível poder de hipnotizar as pessoas por sua feiúra monstruosa.
Charlie - Um mouro com grande força, mas nenhuma, nenhuma mesmo mobilidade articular.
Roberto - Moço de fala mansa e incrível facilidade de engambelar qualquer ser do sexo feminino, e mais incrível ainda facilidade de se fazer de vítima.
Contrinha - Humano comparável fisicamente à uma linguiça, facilidade com línguas (principalmente anglo-saxãs que necessitem uma batata na boca) e afinidade com seres que possam produzir algum tipo de música (até mesmo afinidades sexuais).
E finalmente Salgmano - Também conhecido por seu codinome "pumba", um homem bonito, inteligente de impressionante sanidade e auto-controle mesmo quando alfinetado por qualquer adversário.


Esses são os personagens principais dessa saga que você leitor assíduo dos blogs da gurizada acompanhará nos meses que se seguem. Tome cuidado pois eles podem estar mais próximos de você do que se pode imaginar.

Obrigado. Tchau.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Ignorância...


Somos todos ignorantes no sentido mais puro dessa palavra. Ignorantes não por sermos mal educados, com modos feios ou de palavras bruscas (como aquela criança de luvas cor de rosa da última partida), mas sim ignorantes por ignorar mais coisas do que as que compreendemos.


Quantas línguas o senhor fala? Duas? Três? Quatro?

E quantas o senhor não fala? Um milhão... Dois milhões... sei lá...

O nosso querido Jô Soares fala oito idiomas mas continua sendo um ignorante.


Quantos livros você já leu? Cinquenta? Sessenta?? Duzentos??!!

E quantos ainda não leu?? Um bilhão... Cem mil... Acho que mais...

Os maiores sábios da história leram livros durante sua vida inteira e não passam de meros ignorantes como nós.


Em quantas cidades você já foi turista? Cem? Duzentas?

E quantas há ainda para conhecer? Todo o resto do Mundo...

O Zeca Camargo (também conhecido como World Wide Zé) escreveu um livro descrevendo todos os lugares ao redor da Terra em que ele já esteve... E o que ele é?? Um pobre ignorante como eu ou você!


E pessoas?? Quantas você conhece?

E Coisas?

E animais?


E o resto?


Quanto mais conhecemos menos compreendemos.


Meu objetivo para o resto da vida:


SER O IGNORANTE COM O MAIOR NÚMERO DE PERGUNTAS SEM RESPOSTAS POSSÍVEIS.


Amiguinho não vá embora antes de ver, viver, jogar, conhecer tudo que você puder.


Obrigado, Tchau!