quarta-feira, 21 de julho de 2010

A Lenda da Barca

  Todos já ouviram falar em histórias sobre o temível Holandes Voador, navio que frequentava o Norte do Oceano Atlântico e praticava piratarias, não sendo jamais capturado ou vencido por nenhum navio das esquadras Reais.

  Uma história incrível… Ninguém sabia quando ia aparecer o negro “navio da morte”, com sua bandeira escura e a caveira a sorrir seu macabro sorriso. O que era de conhecimento geral, era a velocidade com que atacava e batia suas vítimas. Letal.

Histórinha interessante.

  Todavia, lenda mais impressionante ainda é a da “A Barca”.

  Não. Essa não era uma forma de locomoção marítima. “A Barca” era uma equipe… Não… Era uma Máquina! Que da mesma forma que o Holandês abatia suas vítimas com incrível facilidade.

  Essa lenda é conhecida por pouquíssimas pessoas, tal o nível de preocupação para que não haja o caos generalizado. Apenas alguns estudantes de uma importante instituição de Ensino Superior, comandada por Irmãos, que se localiza no extremo Sul do país do futebol sabe da existência desta lenda, tendo sido, muitos deles vitimados por esta maldoza trupe.

  Reza a lenda, que em meados de 2001 alguns destes desinformados estudantes planejavam organizar um pequeno torneio de futebol com o objetivo de promover a confraternização entre os diferentes cursos da instituição.

  Tudo corria muito bem, até que a trupe de Azul com o estranho nome de Farofa tatuado às costas começou sua trajetória de sangue e triunfo sobre os abismados estudantes.

Nunca ninguém havia os enfrentado. Não sabiam o que esperar.

Eles cuspiam, chutavam, batiam, urravam… Eram um bando…

Mas venciam.

Alguns merecem uma menção à parte:

Anão Panturra: Com seu cabelo de Playmobil e seu riso fácil, fazia com que o adversário não esperasse maldade em seus atos… Ledo engano… Com uma panturrilha de 48 cm. de diâmetro quebrou duas pernas e seis queixos!

Garça: Seus 98cm. de pernas lhe valeram o codinome. Depois das apresentações no campo seu nome ficou registrado para sempre nos anais do futebol como o inventor da “tesoura voadora”, golpe de karatê adaptado aos gramados.

Pigmeu Fabinho: Dizem ser de descendência Estoniana. Este combatente utilizava a tática de trovar fiado com os zagueiros adversários até que estes ficassem tontos e então corria por todos os lados de forma totalmente desordenada. Esta confusão deixava a defesa inimiga tão abobalhada que nem sabiam de onde surgia o golpe fatal.

Ainda havia inúmeros participantes desta lendária equipe, mas o mais importante era também o mais experiente e sábio: Tio Antonio. Com 234 anos de experiência nas costas, era ele o homem responsável por tirar o máximo desta fabulosa equipe.

Dizem que certa feita, durante um de seus famosos discursos antes das peleias, Tio Antonio, com aquela  sapiência de uma tartaruga marinha, ao ser perguntado sobre a forma de jogar naquela tarde, simplesmente argumentou: – Tripulantes… Na minha idade, não sendo comido, estou no lucro. E se retirou… Gênio.

Vitória.

Era assim. Os pacatos estudantes, com seus livros e conhecimentos acumulados, se esforçavam por fazer um torneio onde fossem eles os vitoriosos, e não mais que de repente, surgia “A Barca” e tomava de suas mãos o almejado troféu.

Todas as vezes eles pensavam que estariam livres da “A Barca”, mas no último instante chegava a notícia de que Ela se aproximava. Dentes começavam a rangir, pernas começavam a bambeat mãos começavam a tremer… E quando Ela chegava era a devastação. Zum… Bam… Poc! Gol!!!!!

E até hoje, nos corredores da formosa instituição educacional, quando se fala em organizar torneio de futebol, sempre há um estudante mais receoso que lembra a incrível lenda da “A Barca”.

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Se você ainda deseja vencer um torneio na sua vida, não espalhe esta lenda.   

4 comentários:

  1. Poh, este blog tá ficando extremamente futebolístico!

    Sugiro, até, a mudança de nome para "Pelota Salgada" ou "Salgadas da Bola" ou "Bola Salgada", opa... este último poderia soar estranho... Enfim...

    Mas o futebol faz parte da vida de qqr brasileiro, admito. Dessa forma, nada mais natural que o blog do Professor, que gosta de tratar com A bola, fale contumazmente sobre ela e aqueles que com ela interagem.

    E a tal de "Barca" não cheguei a conhecer; minha passagem, que por ora vai chegando ao fim, pelo Estabalecimento dos Irmãos não teve o capítulo Bola, mas é sempre bom ouvir (ler) algumas lendas históricas.

    Segue o baile.

    Jabulani neles!!!

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  2. Obviamente o senhor não ouviu falar desta lenda... há uma gigantesca engrenagem que envolve todos os meios de comunicação (único assunto, inclusive, em que Globo e Record dão as mãos...) para que mantenha-se a ignorância do povo futebolístico sobre tal epopéia.

    Jabullaaaaaaaaaniiiiii!!!

    Quanto a ser muito futebolístico o blog... Pô! A vida é futebol!

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  3. E vice-versa, diria o da 16 escrito Renner, Jardel.

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  4. Posso falar que faço ou fiz parte de uma lenda. Simplesmente "A BARCA", por muitas vezes atletas possuidos(alcolizados mesmo) q ao soar o apito faziam o "futebol-arte" parecer brincadeira. saudades do camisa 20...
    Mteta

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