terça-feira, 8 de setembro de 2009

A volta do capitão

Dou um tempo com a já famosíssima Caverna do Salgão para poder comentar sobre a volta do maior capitão de todos os tempos.

Já se passavam três meses de jogos sem graça, partidas mornas, pós-jogos sem discussões, uma monotonia sem tamanho, quando finalmente ele voltou. Não para uma partidinha comum, não para uma confraternização, ele foi chamado em um momento de desespero, um momento em que só um homem poderia dar conta do recado. Ele foi chamado para a guerra.


O treinador sabia que só poderia vencer se contasse com seu capitão. O único em quem poderia confiar para ser a chama que acenderia o fogo da equipe, o homem certo para o momento certo. Uma tarefa difícil, e sem ele, impossível.

Eles enfrentariam uma batalha contra seres estranhos liderados pelo “Anão Relâmpago” (também conhecido por Pedrinho), ladiado por seu fiel escudeiro “Choradeira”. Ainda contavam com um craque do passado “Stoichkov” (ex-Barcelona), contratado com a promessa de ser o árbitro da partida e machão do jogo (você sabe como esses Europeus do Leste gostam de mandar). Tinham na linha de zaga uma parede, um grande jogador que lembrava Cláudio Caçapa (aquele Negão gigante que batia até na mãe lembram?!). Além dos outros estranhos jogadores que faziam parte do elenco.


Quando o treinador pensou em ligar para seu capitão, sabia que seria difícil convencê-lo, um homem com o coração ferido. Um homem que nunca fez mal a uma mosca, e naquele lugar havia sido hostilizado por pessoas de caráter duvidoso. Mas ele sabia quanta falta faria seu braço direito. Ninguém faz os olhos dos jogadores pegarem fogo como seu capitão fazia.

Ligou.

-“Alô”

-“Capitão, preciso de você.”

-“Já se arrependeram das barbaridades e constrangimentos pelos quais me fizeram passar?”

-“Não.”

-“Tô fora...”

-“Calma, calma.”

-“Fala rápido porque eu estou ganhando uma grana do Boca Juniors”

-“Capitão, tu terás a chance de bater neles!”

-“Quero levar alguns guerreiros do meu exército.”

-“Faça o necessário.”

-“Eles vão chorar no final.”

-“Se tiver que ser assim...”

-“Até lá.”

-“Obrigado, capit...”

-“...”

O final da história todos já poderiam prever, e viram se confirmar.

4 comentários:

  1. Não adianta...uma vez capitão, sempre capitão....

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  2. Putz,,, e eu perdi essa batalha, tsc, tsc, tsc. E isso que nem o melhor goleiro das Américas jogou, senão era vitória e mais pancadaria.

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  3. hehehe..esse eh o meu capitão!!Mas seguinte sem a mão do melhor treinero de todos os tempos esse time n seria nada..hehehe! Até a proxima capitão.

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  4. nada a declarar...
    eram os reservas

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