domingo, 8 de novembro de 2009

Sobre a Liberdade

Bueno...

Já faz algum tempo que não consigo blogar, mas esse fim de samana vi algumas coisas que me fizeram pensar sobre essa palavra e as relações que nela estão contidas.

Então... Liberdade é uma palavra extremamente ambígua do meu ponto de vista. O que é? Pra que serve? Sei lá. Mas o que realmente importa são as consequencias de tal liberdade.

Into the Wild, no filme o guri vai em busca de sua liberdade, pensando que aí encontraria a felicidade. Faltou ele pensar antes em quais seriam as consequencias da liberdade total. Complicada a situação, não é?? Pensa só. Um cara completamente solto na floresta, na cidade, no deserto, e em todos os lugares ao mesmo tempo... Sem grana, sem família, sem preocupações, sem trabalho, só ele e a "liberdade". O moleque podia fazer o que quisesse... e fez.
As amarras da sociedade não conseguiriam pegá-lo, mas em contraponto ele não tinha água quente, gás, fogo, cama, namorada.
Chegou à liberdade total, fez todas as coisas que queria e foi engolido pela falta de uma coisa básica. Compreensão.

Nessa sociedade estranha em que vivemos temos que compreender que nem sempre a liberdade total é a solução. Precisamos de vez em quando que alguém nos puxe de volta do nosso devaneio libertário. Que alguém nos diga que se fizermos alguma coisa que foi longe demais vamos ter que pagar o preço. É uma coisa que todo professor aprende rapidamente: O NÃO ENSINA MAIS QUE O SIM.
É isso aí, mano. É bom que alguém nos dê um tapa na cara de vez em quando. Que alguém nos negue alguma coisa. É bom não termos toda a liberdade de vez em quando. Óbvio que essa é a minha humilde opinião.

Um amigo meu utiliza essa liberdade com as garotas.

Não que ele seja galinha, ou algo do gênero. Longe disso, é que o cara é um apreciador das artimanhas da conquista. Sabe o lance aquele entre o homem e a mulher? Aquilo que acontece na noite. Ou na redenção. Ou no mercado... Ahh vocês entenderam.

Bom. O cara é solteiro. Livrinho, livrinho! E gosta de utilizar sua liberdade. Ele enamora-se de um garotinha na segunda-feira, completamente apaixonado! Não pela garota, eu penso, pela conquista. Pelo ato. Na terça ele encontra outra, ruiva, morena, não importa. Enamora-se dela, vai lá e pum! Ele pode! E ninguém tem nada a ver com isso...

Ou não...

Eu pelo menos não tenho. Não julgo e não acho nada de errado. Mas e elas? Seriam essas moças libertárias??? Seriam elas também apreciadoras da conquista?? Na minha opinião algumas sim, são.
É o que eu disse. A liberdade é muito legal, mas e a consequência??
Liberdade não é fazer o que quiser sempre que quiser. Eu penso que é fazer o que quiser aceitando as consequências daquilo que se faz.

Outro exemplo.

Eu tenho aqui neste espaço a liberdade de escrever o que eu quiser!

Ou não.

Se eu escrevo aqui alguma coisa sobre a beleza da Luana Piovani no filme "A mulher Invisível" com certeza o bicho pega pro meu lado. Não que eu tenho achado ela bonita (viu patroa!?), nada disso... Eu achei um papel vulgarizado, que não deixou espaço pra que ela mostrasse seu dom de atriz.

Poder, eu posso escrever o que eu quiser.

Mas dever... Será que eu devo?

Isso é liberdade... Novamente, na minha opinião.

Poder ou dever.

E mais.
Quando exercemos nosso sagrado direito à liberdade temos que prever as consequencias e pesar se é o que devemos, ou não, fazer.

Outro exemplo.

Corro o risco de sofrer represálias de meus amigos homens escrevendo sobre esse assunto tão complicado que é o momento da conquista, mas eu acho que era meu dever. Vamos ver o que acontece.

Tá aí. Me curcifiquem...

Ou não.

12 comentários:

  1. Só não concordo quando afirmas que o professor aprende rapidamente que o não ensina mais que o sim...
    quando o professor diz não a um aluno enquadra-o em um padrão que ele considera correto (isso pode fazer, isso não pode), mas a questão é que ele não é dono da verdade, pois pra ele pode ser certo ou errado, mas para um outro não...aconselhar, mostrar o caminho acredito que sim, mas dizer não talvez não seja o ideal...o problema é que hoje em dia o indivíduo não sabe usar sua liberdade e acaba extrapolando...se desde criança for acostumado a ver o mundo com seus próprios olhos, desenvolvendo uma autonomia e criatividade positivas, sem as "amarras" que muitos professores e adultos colocam dizendo "não" certamente saberá usufruir da liberdade e mais do que isso, será capaz de transformar o mundo...como diria o Mesquita: "olhos de professor, olhos de professor..."

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  2. E tem mais, a Luana Piovani é pornográfica de gostosa!

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Direto.

    Sempre tive nocao das consequências que minha liberdade e minha gana pela vida poderiam trazer. Nunca escondi isso de ninguém e muito menos de mim mesmo; óbvio que isso nao vem rápido como o nordeste em nossa canelas em uma tarde cinza no litoral gaúcho, mas se aprende com o tempo sim, claro que sim, até pq... A tal consequência aparece em tudo na vida, aquela coisa meio Newtoneana, sabe? Toda acao gera uma reacao, ou o senhor vai ser hipócrita de negar que um namoro de 04 anos ou mais nao tem tb suas consequencias negativas?

    Nao pretendo me estender muito, pois já faz um tempo que esses probleminhas já nao me fazem esquentar a cabeca, entretanto, apenas penso que certas pessoas exageraram na dose naquela noite de sábado. Nao que eu tenha me surpreendido também, pois se há algo com que já me acostumei nos últimos anos é fofoca e facilidade que alguns tem em julgar outras pessoas... ás vezes só pela cara, pelo olhar, ou pelo gosto musical.

    Pré-julgamento é uma coisa que nao gosto, e pelo menos sempre tento evitar isso.

    O que fizeram no sábado nao foi pré-julgamento, eu sei que nao; meu passado e meu presente recente dao causa a atitudes do tipo, agora... apenas penso que daquela forma e nas palavras que ao meu ouvido chegaram foi demais. Um leve exagero... Leve exagero. Uma "pequena confusao" entre ser um rapaz solteiro e apreciador da conquista e ser um rapaz "...sem caráter..." ou algo do tipo.

    Foi o que chegou aos meus ouvidos, pelo menos.

    Além disso. cada um arca com suas consequências... Eu arco com as minhas, de ser taxado de galinha, conquistador barato, canalha ou cafajeste, nao sou santo mesmo, nunca fui, mas "elas" também devem arcar com certas consequências.

    Mas fico por aqui. Eu e meus questionamentos, eu e minha liberdade, eu e minhas consequencias, perguntando para o Universo quem além da garota que retornou de Londres proferiu certas palavras e recomendacoes àquela garota que nem mesmo o nome recordo, mas reflito sem muito esforco. Nao perderei meu tempo julgando e muito menos difando alguém.

    Teclado sem "cedilha" e "tiu".

    Grande abraco!

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  5. Aiaiaiaia..axo q na atualidade..a mulherada ta voando mto mais q os homens..axo q se o cara tm oportunidade tem q pegar geral e q se dane as consequencias..qm tem pena eh galinha..e consciêcia pesada se da um jeito..da-lhe Roberto..hehehehe

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  6. Acredito que existe um limite entre liberdade e respeito e, infelizmente, naum podemos sair por ai fazendo tudo o que bem entendemos com a desculpa dessa tal liberdade,algumas vezes vamos ter que deixar de fazer coisas por uma simples questao de respeito.

    E tenho dito!

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  7. Com certeza. Respeito. Uma grande palavra e atitude. É bom tê-la em todos os momentos; é sempre bom que TODOS tenham, em todas as suas formas e palavras.

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  8. Desculpa...
    Venho por meio deste, humildemente desculpar-me por todas essas farpas arremessadas para todos os lados, não era minha inteção.

    Na verdade meu desejo naquele momento era fazer uma reflexão mais ampla sobre a liberdade e não um confronto entre meus amigos e seguidores deste querido espaço.

    O que eu desejava era mostrar como a liberdade é vista, por vezes, como uma palavra mágica, sem nenhuma consequencia... Como por exemplo, muitas pessoas pensam que saindo da casa de seus pais ou de seu país, estarão encontrando a liberdade, e na verdade esse é o momento em que nos vemos mais amarrados pelas cordas (principalmente no pescoço) da sociedade.

    Quanto ao nosso amigo Roberto, Fui mal compreendido. Sou um dos maiores incentivadores dessa diversidade de seres humanos (e por vezes não-humanos) com os quais nosso amigo em questão se relaciona. Acho a arte da conquista sensacional e deve ser muito utilizada! (NÃO POR MIM VIU PATROA!?)

    E o senhor Cavanhinha...
    Tenta dar uma de sensato e compreensivo quando dois alunos teus da 5ª série, de 17 anos e 1,87 cm, estão, cada um com uma cadeira em mãos prontos a lançá-las um no outro com toda a força.
    Vai Te catar!

    Um abraço a todos e obrigado pela leitura!

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  9. Como disse o padre que fez o casamento do meu amigo Norbit...complicado.
    (Mas concordo com o Fabio e Renato).O cara não forçou ninguém a fazer nada, e eu acho que chega de climinhaaaaaa.

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  10. Ainda bem que não repercutiu muito esse texto neh.. Axo que todo mundo gostou no fim da historia..heheheh

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  11. bah meu... na boa: eu adoro esse filme!! e talvez eu seja tixinha demais, mas não me passou pela cabeça as possibilidade de putear, baseadas nas visões não ortodoxas que algus passantes pudessem ter...

    a questão q cerceou o filme, na minha opinião, tem mais a ver com o q pensamos como o modo certo de vencer na vida: se seguindo uma fórmula pré-estabelecida com seus, sei lá, 200 anos, ou se entrando em comunhão com o q é o nosso verdadeiro ideal: no caso daquele moleque, era aloprar pelas paragens do alaska...

    sei lá: já pensou se, no momento em q tu nascesse, se tu tivesse consciência pra escolher e tal, t fossem mostradas duas possibilidades: ou tu vive conforme a sociedade moderna, ou mais a ver com a sociedade nômade, caça e pesca, colher frutos, viver só com os pensamentos e com o frio no couro?? o q é mais autêntico pra ti?? o q t satisfaz mais...

    não vou fazer menção ao final (mas acho q meio q vou), mas aquilo foi algo que poderia ter acontecido se ele tivesse cozinha mal o feijão ou a mandioca... ou o bacurí... mas é q bacurí é meio fora do nosso cardápio...

    enfim... uhaieohuiaehuei....

    abraço!!

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